domingo, 18 de dezembro de 2011

Será que serve?


Dizem que para o ser humano ser completo e ter representado algo ao mundo com sua existência ele deve PLANTAR UMA ÁRVORE, TER UM FILHO e ESCREVER UM LIVRO. É claro que não precisa ser necessariamente nessa ordem, mas essas três coisas são as premissas básicas de uma vida de realizações.

Me peguei pensando nisso ontem, meio que sem motivo algum, e me deparei com alguns problemas futuros. Inicialmente, eu não pretendo ter filhos. São diversos os motivos para isso e daria para escrever um blog quase que exclusivo para contar todos eles. Tenho essa convicção há muito tempo e, apesar de estar aberta a uma mudança de opinião, até agora nada mudou.

Quanto a plantar uma árvore, acredito ser o objetivo mais fácil de se alcançar. Basta procurar um pedacinho de terra e colocar uma mudinha ali. Apesar da simplicidade, também não realizei essa premissa ainda. Gostaria muito de ter uma árvore no quintal de casa, mas isso nunca vai acontecer no lugar que moro, então acredito que irei procurar um outro lugar... quem sabe eu coloque essa meta para 2012?

De todas as premissas, a que acredito ser mais difícil de se cumprir é escrever um livro. Tudo bem que há pessoas que escrevem vários, mas eu não me vejo especialista de nada para colocar várias palavrinhas no papel, muito menos mega criativa para inventar histórias que prendam as pessoas página por página.

Entretanto, enquanto devaneava a respeito me lembrei do blog. Já são quatro anos de histórias, com muitas páginas escritas. Contei histórias, escrevi sobre a minha especialidade e me abri nesse espaço cibernético que é tão importante para mim. Então eu me perguntei: nesse mundo onde tudo é digital e está conectado a internet, poderemos substituir a premissa ESCREVER UM LIVRO por ESCREVER UM BLOG? Será que serve? Na minha visão eu acredito que sim.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Já participou? Eu já!

Em um formulário de pesquisa a primeira pergunta a feita é a seguinte: você é publicitário? Caso a resposta seja afirmativa, o pesquisador agradece a sua presença e se retira. Isso acontece porque os publicitários conhecem os métodos de avaliação e, por isso, podem ser tendenciosos em suas respostas.

Sendo assim, como publicitária que sou, nunca fui convidada a participar de uma pesquisa – com exceção àquelas de satisfação ao cliente. Portanto, nem preciso dizer a surpresa que foi ser convidada essa semana para uma. Nessa minha primeira experiência passei por uma “sabatina” em um grupo focal. Brincadeiras a parte, não houve perguntas e respostas, certo ou errado, mas sim um grande bate papo onde não devo ter falado tudo o que sei, mas com certeza saí mais inteligente do que entrei.

Contextualizando, grupo focal é uma modalidade de pesquisa onde são agrupadas pessoas de um mesmo target para a análise de comportamento. É considerada uma pesquisa qualitativa, pois vai além de “sim” e “não” e identifica como as pessoas agem em relação a certos assuntos. É o modelo ideal para quando queremos de fato entender o que as pessoas pensam e analisar como elas irão reagir ao lançamento de um produto ou a um novo conceito de serviço.

Em meu grupo focal discutimos os dois casos. Falamos de um tipo de mídia suas complexidades. Debatemos como ela é utilizada hoje, quais são as suas falhas e onde ela pode melhorar. Avaliamos novos formatos, novos produtos e demos ideias para a sua utilização futura. Ao final do processo, que durou quase duas horas, nos reunimos com o grupo que estava arcando com a pesquisa e, como amigo que somos, debatemos ali mesmo alguns pontos. Para eles, algumas questões levantadas mudaram a forma de ver o negócio e as respostas passadas foram de uma importância tamanha para o planejamento dos próximos anos.

Para mim, foi uma experiência e tanto. Foi muito interessante analisar uma pesquisa de dentro dela. É fabuloso como as nossas opiniões podem mudar o rumo de ações que já estão pensadas há muito tempo, mas que com uma visão externa podem ser alteradas drasticamente. Falando como publicitária, tal experiência me fez compreender “na pele” a complexidade dos números que eu avalio diariamente. Não que eu não estude pesquisa, mas participar delas é outra história.

Gostaria muito de poder divulgar com mais clareza tudo o que fiz lá, mas como não sou dona da pesquisa não tenho esse direito. Como sei que esses amigos passarão por aqui para ler, gostaria de agradecer a eles a grande oportunidade. Adorei esse momento de interação com a marca de vocês.

sábado, 26 de novembro de 2011

Escrevendo "profissionalmente"

Esse é um post extraordinário aqui no blog. Trata-se de um artigo que escrevi para a agência onde trabalho, então acaba tendo aquele tom um pouco mais formal. Mesmo assim eu gostei muito desse texto, pois consegui colocar em palavras o que venho vendo acontecer no mercado onde atuo. Atualmente estamos em uma mudança que irá alterar não apenas a nossa forma de fazer negócio, mas principalmente o tipo de profissional que somos. Eu ainda estou buscando entender que tipo de profissional precisarei ser, portanto nesse momento estou apenas nas previsões, mas espero chegar a uma conclusão e a um plano de ação longo em breve.

Espero que aqueles que me acompanham no blog gostem da leitura... basta acessar a página da Prósper aqui.


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A ovelha desgarrada

Na história bíblica, a parábola da “Ovelha Desgarrada” fala sobre aquela ovelhinha de resolve correr solta e deixar o seu rebanho de 100 cabeças. Seu pastor, muito preocupado, deixa de lado as 99 outras cabeças obedientes e larga tudo para buscar a ovelha desgarrada. Na “moral da história”, a parábola quer mostrar que tem muito mais valor aos céus o arrependimento de um pecador do que o bom comportamento de 99 justos.
  
É impressionante, mas essa parábola permanece até os dias de hoje. Quanto mais errada for a pessoa, maior valor ela tem ao retornar ao “rebanho”. Penso nisso há muito tempo, mas essa semana consegui me surpreender com o absurdo da desvalorização do justo em prol do pecador.
  
Li uma matéria que falava sobre devedores. Em destaque, como capa do jornal, havia a frase “Descontos de até 70% e prêmios para quem quitar dívidas com loja”. A chamada seguia, ainda mais impressionante “A redução do valor dos débitos inclui cartões de crédito, cheques e financiamentos. O objetivo é ampliar o número de pessoas com crédito livre para o Natal. Como incentivo, há lojas que dão até R$ 50 mil em prêmios para quem acertar as contas.
  
Ai eu pergunto: que valor tem ser uma boa pagadora, alguém que honra com os seus compromissos e é correto com as suas contas, comprando apenas aquilo que poder arcar? Sinceramente, queria muito ter a cara de pau de ser a ovelha desgarrada, porque ganhar R$ 50.000,00 em prêmios por estar devendo até eu que sou mais boba gostaria.

sábado, 19 de novembro de 2011

O poder dos slogans

De forma muito resumida, os slogans são aquelas frases que acompanham uma marca em sua assinatura. Eles determinam todo o conceito do produto e dão vida às idéias de como o consumidor deve consumir e o que ele deve pensar daquela marca.

Alguns slogans são subjetivos e vão muito além da simples compreensão; já outros são tão específicos que não poderiam representar melhor o que vendem. São esses que usarei como exemplo hoje. É claro que eu poderia criar um blog inteiro para falar sobre esse assunto, mas nesse caso vou me limitar a apenas três exemplos: aqueles que “experimentei” hoje.

“ESTÁ NA HORA DE VOCÊ REVER OS SEUS CONCEITOS”
Meu primeiro exemplo é um slogan antigo. Trata-se da campana da Fiat “Está na hora de você rever os seus conceitos”. Minha experiência com ele foi entrar em um Doblô. Particularmente, sempre achei esse carro bem feio, com uma cara de desajeitado. Pois é, revi completamente os meus conceitos a achar o veículo incrível por dentro, com uma visibilidade perfeita para o motorista e um espaço impressionante para quem está de carona. É uma pena que o modelo está completamente fora dos meus padrões, mas confesso que passei a ver o Doblô como uma incrível possibilidade de compra futura.

“PEQUENO PARA QUEM VÊ, GIGANTE PARA QUEM ANDA”
Quem não se lembra da Ana Hickmann nessa propaganda de lançamento do Fox? Pois bem, sou fã do carro desde essa época, mas nunca tive a oportunidade de estar em um. Sinceramente, não preciso nem comentar mais, pois o slogan simplesmente diz tudo. Ele me lembrou aquela barraca mágica do Harry Potter (que por fora parece uma iglu, mas por dentro é um apartamento duplex).

“APAIXONE-SE DE NOVO”
E, por último, deixei o mais sentimental de todos que, ao meu ver de publicitária, seria o mais difícil de se materializar. Quando vi a propaganda do novo Pálio pensei que o slogan não era forte o bastante. Se apaixonar de novo é muito amplo e não define uma característica de um carro, certo? Completamente errado! O carro é necessariamente isso: uma oportunidade de apaixonar-se novamente. É como ver o maridão com uma roupa nova perfeita em um corte de cabelo novo... não que você tenha deixado de amá-lo, mas você se apaixona novamente com tanto apelo visual.

Como publicitária que sou, tiro o chapéu toda vez que uma publicidade me atinge em cheio. Isso sempre significa que o produto publicitário foi muito bem elaborado e que conseguiu ultrapassar a barreira de “advogados do diabo” que sempre temos sobre aquilo em que trabalhamos. Então, para concluir, nada melhor do que deixar os exemplos falarem por si só:








sábado, 5 de novembro de 2011

Quanto vale a sua opinião?

Há algum tempo atrás eu abandonei o blog exatamente por conta da pergunta acima: quanto vale a sua opinião? Vivemos hoje em uma sociedade onde o “Big Brother” é presença constante. É claro que eu não estou falando daquele programa ótimo, onde só vemos bunda na piscina e discussões patéticas totalmente manipuladas.  Estou falando do “Big Brother” defendido no livro 1984 onde todos nós somos assistidos o tempo todo.

A vida é isso. Os nossos parceiros de trabalho acompanham o nosso facebook para saber como estamos naquele dia. Aqueles que falam de negócios com a gente avaliam o que postamos no twitter para entender o nosso humor e saber qual é a melhor hora para nos abordar. Os nossos chefes têm relatório de tudo o que fazemos online em nossos computadores ligados à rede da empresa.

Vai fazer uma entrevista de emprego? Os recrutadores estão de olho no seu perfil nas redes sociais, naquelas comunidades que você participa do tipo “ODEIO SEGUNDA FEIRA” que você acabou entrando só para se mostrar divertido para os seus amigos, mas que não te deixa imune de ser julgado por participar.

E aquela foto que você tirou com os amigos em uma micareta onde todos estavam completamente bêbados que você compartilhou para parecer descolado? Também será levada em consideração.

Ai você se pergunta: mas eu não posso ser eu mesmo? Esse é o grande xis da questão. As redes sociais possibilitam o conhecimento profundo de cada pessoa hoje em dia – já não é a toa que a sua “página” se chama perfil. Você é quem você é e isso está sendo avaliado em tempo integral. Disse que não gosta de segunda feira? Será interpretado como um preguiçoso que, muito provavelmente, vai às forras no final de semana e tá moído para trabalhar nos dias úteis.

Nessa nova realidade é preciso compreender que não dá para separar o pessoal do profissional e que, com o cruzamento de dados que são possiveis hoje, uma hora ou outra vão ligar o seu perfil do Linkedin, completamente profissional, com o seu nick name falso do twitter que você criou para poder falar tudo o que queria livremente.

E diante dessa deixa eu volto para a pergunta do título: quanto vale a sua opinião? Saiba que ela precisa ser muito forte e valiosa para você se arriscar. Em épocas de compartilhamento e acesso irrestrito, uma omissão de fatos pode não ser assim tão ruim.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Crowdsourcing - futuro ou morte?

Nessa semana estive em uma palestra sobre crowdsourcing. Nunca tinha ouvido falar nesse conceito e confesso que fiquei um pouco em dúvida do que ele se propõe a fazer pelo futuro da comunicação.
Apesar de ser uma palavra grande e complicada, crowdsourcing nada mais é do que contribuição em massa para a solução de um problema, ou simplesmente "co-criação". Trata-se de utilizar a "força tarefa" de várias pessoas para pensar em uma solução.
Se ficou confuso para você, também ficou confuso para mim. Entretanto, os exemplos dão uma ajuda para a compreensão. O crowdsourcing mais claro que vi foi o Wikipedia. O site de pesquisa de termos mais famoso é feito em "co-criação", ou seja, são várias pessoas que contribuem para que os verbetes aconteçam.
Em outros exemplos, utilizados para as grandes marcas, o crowdsourcing divulga um problema que o cliente possui e pede as pessoas que contribuam com soluções. Normalmente há uma compensação financeira, ou prêmio, para quem colaborar. Nesse sentido temos o exemplo atual da Ruffles com "Faça-me um Sabor" ou do "Fiat Mio" da Fiat, onde as pessoas inscreviam idéias de designs para o carro e a mais votada dentro de uma série de critérios seria o desenho do próximo modelo a ser lançado pela montadora.

Até ai gostei muito do conceito e o vi como um aliado para a propaganda e publicidade, pois seria utilizado como solução para vários "problemas" que encontramos diariamente entre os nossos clientes. Entretanto, o conceito vai um pouco além, no que foi definido pelo palestrante como "bota na culpa do Darwin".
Alguns sites e profissionais estão utilizando essa nova ferramenta para produzir “coletivamente” o que uma agência de design ou propaganda faz em sua estrutura. Problema nenhum nisso, se não fosse o valor – que é inúmeras vezes menor que o oferecido no mercado.
É claro que isso é apenas um incômodo diante de tudo que a ferramenta pode nos oferecer, entretanto ela é mais um desses desafios que surgem no campo da comunicação: ferramentas espetaculares para solução de problemas do cliente sem um aparente modelo de remuneração para as agências.

Conclusão: ela é o futuro ou a morte para alguns dos setores da comunicação? É muita novidade ainda para eu ter uma opinião prontamente formada para isso.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

As novidades desse mundo novo

Atualmente a empresa onde eu trabalho está em um processo muito legal de levar os funcionários a terem novas experiências e também conhecer novas ferramentas que nos tornem melhores publicitários e abram as nossas mentes.

A novidade nessa semana foi um site chamado Netflix que está me deixando totalmente besta. Ele é um formato muito diferente do que já vi antes para exibição de filmes e seriados online. Você entra no site, cadastra o que você gosta de assistir e o sistema faz dezenas de indicações de filmes - baseado apenas naquilo que pode te interessar. É ótimo não ter que pensar muito e simplesmente abrir uma página e falar: vou ver isso aqui!

Entretanto, não foi isso o que mais chamou a minha atenção. Para fazer os testes estou acompanhando um seriado chamado Mad Man. Dia desses parei de assistir no meio de um episódio. Ai, para minha surpresa, abro o site ontem e o link do seriado estava na tela principal. Quando coloquei o mouse em cima dele veio a mensagem: continuar assistindo? Cliquei meio sem acreditar e não é que ele começou exatamente de onde eu parei????

Ok, depois dessa o site me conquistou de vez. A assinatura é simples e o primeiro mês é grátis. Depois disso são R$ 14,99 por mês sem limitação para assistir qualquer título oferecido por eles. Sinceramente, é menos que ir ao cinema. É claro que o catálogo deles não é dos mais recentes, entretanto eu adoro assistir coisas repetidas, portanto é ideal para mim.

Enfim, essa foi mais uma experiência que curti demais de estar vivendo.

Para terminar, deixo o endereço para quem se interessar: http://www.netflix.com.br/

sábado, 3 de setembro de 2011

A era dos bebês

Não tem aquela época em que vamos a mil formaturas? E depois, quando vamos a mil casamentos? Pois é, a época dos mil bebês chegou.


Tem tanta amiga e colega minha grávida, ou com neném recém nascido, que começo a ficar preocupada. Avaliando a situação já chegamos a conclusão que tudo é questão de tempo. A minha geração está na fase de ter neném e por isso eles estão ao meu redor.


Quem me conhece já sabe: eu não sou nem um pouco chegada nesse negócio de criança. Infelizmente nunca me dei bem com elas - nem com aquelas que tentei. Elas simplesmente não gostam de mim e eu não sei o que conversar com elas.


Ser mãe? Bem, eu não diria que essa é a minha vocação. Acredito que já tem uns 15 anos que eu decidi que não quero ter filhos. Admito que as opiniões podem mudar e nunca neguei que talvez essa mude, mas até o momento tenho certeza dessa minha decisão.


Acredito que a maternidade traz um amor que é impossível sentir sem ser mãe, porém ela traz toda uma responsabilidade anexa que não me interessa. Tenho muito medo do mundo lá fora e do que fazer com uma criança. Entretanto, meu grande medo é quando eles crescem e a gente já não tem mais como opinar. Para mim, ser mãe é como uma roleta russa: a gente atira sem saber o que vem pela frente.


Enquanto mantenho essa posição, fico feliz em ser tia. Se as crianças gostassem de mim eu posso garantir que esse papel eu cumpriria muito bem. Pelo menos terei uma "renca" pela frente para continuar tentando.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Guia de Gramado: bom, bonito e barato

Sempre ouvi falar que Gramado era bom e bonito, mas barato realmente nunca foi algo que me disseram. Voltando de uma ótima viagem àquelas lindas bandas, vou dedicar esse espaço a mostrar que essa cidade também pode ser barata – se quiser.

Sendo assim, vou dividir esse post em alguns sub-assuntos para que cada tópico faça sentido.

A VIAGEM DE VITÓRIA A GRAMADO Começando o processo de tornar essa viagem barata é preciso de um período de pesquisa. Com eu já sabia o período das minhas férias, comecei a procurar as promoções de passagens aéreas. Nessa procura encontrei uma promoção da Gol com passagens para Porto Alegre a R$ 99,00. A partir desse momento busquei por algumas promoções de hotéis próximos a essa cidade.

Encontrei um site de compra coletivas de hotel (WWW.hotelurbano.com.br). Esse site é super completo e tem hospedagens em todo o país. Na busca localizei um hotel em Gramado com 60% de desconto. Foram 4 diárias por R$ 580,00.

Somando as passagens com a hospedagem a viagem saiu por R$ 1.000,00 para duas pessoas para 4 dias em Gramado. Comparado ao que eu havia orçado antes para uma viagem com o meu marido esse valor foi quase de graça.

Eu e minha mãe decidimos fazer uma viagem bem “mochileiro”, gastando pouco dinheiro. Dessa forma, buscamos as melhores maneiras de viajar. Descobrimos uma empresa de ônibus intermunicipal no Rio Grande do Sul que tem uma linha que sai da rodoviária de Porto Alegre para Gramado, passando pelo aeroporto. Nesse “translado” nós pagamos R$ 26,00 de passagem por pessoa (os translados oferecidos pelas empresas de transporte não saem por menos de R$ 80,00).

ONDE FICAR Em Gramado é possível fazer tudo a pé, então não há necessidade de ficar exatamente no centro. Nós ficamos na pousada Jardim Secreto, que fica próxima da BR e que também está bem pertinho da rodoviária. Diga-se de passagem, ficar perto da rodoviária é a melhor opção em Gramado, pois de lá saem os ônibus para todos os outros municípios legais de se visitar e de lá é possível ter acesso a pé a todos os pontos turísticos da cidade com, no máximo, 10 minutos.

O QUE CONHECER
1) GRAMADO:
a cidade de Gramado já é linda por si só, então vale muito a pena fazer um grande passeio a pé pela cidade. Leve um sapato bem confortável, pois apesar de parecer pequena, a cidade é bem grande e tem muitas ruas lindas para se ver. Podem andar tranqüilos, pois a cidade é muito segura e a gente não se sente ameaçado em nenhum lugar.

2) MINI MUNDO: esse passeio é lindo. Conta com várias miniaturas de grandes construções, a sua maioria na Alemanha, e vale passar por lá. Escolha um dia que esteja ensolarado ou pelo menos sem chuva, pois o lugar é a céu aberto. A entrada custa R$ 14,00 por pessoa. Crianças pagam meia entrada.

3) MUNDO ENCANTADO: fica na saidinha de Gramado para Canela e são quatro painéis montados com miniaturas que contam a história da colonização da cidade. Eu achei um passeio caro pelo que oferece, R$ 14,00 por pessoa, e é bem mais voltados para crianças.

4) CANELA: a cidadezinha de Canela é linda também. Fica a 7 km de Gramado e dá para ir de uma cidade a outra de ônibus de linha – que custa R$ 1,90 por trecho. Esse ônibus sai a cada 10 minutos da Rodoviária de Gramado e para na Rodoviária de Canela (que é bem no centro). Aproveite para andar bastante por lá e conhecer bem o lugar.

5) LOJAS E MAIS LOJAS: entre as cidades de Canela e Gramado existe um trecho só de lojas ótimas. São várias outlets de sapato em preços ótimos. Também tem a fábrica de chocolate, o museu do automóvel, o museu de cera e o mundo a vapor. Esses passeios eu não fiz, mas foram bem recomendados. Pegue o ônibus em Gramado, desça nesse trecho e ande um pouco a pé para olhar tudo. Ao terminar as lojas, pegue o ônibus novamente, pois não vale a pena andar até Canela.

6) JARDINEIRA: esse foi o melhor passeio que fizemos. A jardineira sai do centro de Gramado diariamente em 4 horários e faz um tour de duas horas pela cidade. Custa R$ 12,00 por pessoa e é um ótimo investimento. Faça esse passeio logo no primeiro dia de viagem, pois assim você conhece a cidade de uma só vez e saberá melhor como se localizar por lá.

7) LAGO NEGRO: você vai conhecer essa atração no passeio da Jardineira, mas sinceramente vale a pena ir lá com mais tempo para poder circular o lago e andar de pedalinho. O ideal é ir em um dia ensolarado, pois lá é bem fechado por árvores que vieram da Floresta Negra da Alemanha, portanto é bem frio.

8) OUTROS PASSEIOS: vários outros passeios foram indicados a nós, porém nem todos nos interessaram. Como estávamos avaliando preços, o melhor “translado” que encontramos foi com a empresa que faz o passeio de Jardineira. Eles possuem pacotes para todos os pontos turísticos por valores bem acessíveis. Vale dar uma olhada antes de fechar com qualquer outra.

ONDE COMER Onde comer é o que torna a viagem a Gramado extremamente cara. Como diria a minha mãe, se você quer gastar dinheiro o que não falta são opções. Entretanto, o nosso objetivo era gastar pouco, portanto vamos aos bons lugares para tal.

1) PASTELEIRO: é uma pastelaria ao lado da catedral da cidade (rua lateral). Eles possuem várias opções de pasteis deliciosos pelos preços normais.

2) PADARIA: a padaria também oferece ótimas opções. Ela também fica na rua lateral da catedral, um pouco depois do pasteleiro.

3) BEIRUTI: é um restaurante na rua Coberta e oferece o glamour do lugar sem o preço de lá. Os beirutis são ótimos e o caldinho de feijão também vale a refeição.

4) KILO A KILO: é um restaurante a quilo ao lado de onde sai a Jardineira. Também possui um preço justo para uma comida gostosa.

5) RODOVIÁRIA: é onde você vai encontrar o melhor “café puro” da cidade. Do lado da rodoviária os colonos assam pães na hora em forno a lenha, então compre um pão fresco lá e vá tomar um café... combinação perfeita.

ATUALIZADO!!!: a leitora Ralyna deixou um comentário aqui no post também indicando os restaurantes Sabor das Frutas (ao lado do Beiruti na Rua Coberta) e o São Pedro Pães (ao lado da Catedral). Valeu a dica!

De forma geral comemos quase sempre nesses lugares. Existem alguns outros bons restaurantes com valores viáveis por lá, mas estavam sempre fora das nossas rotas de passeio, então ficamos presas nesses.

O forte da cidade são as sequências de fondue. Quase todos os restaurantes oferecem esse prato. Ele é uma opção não muito cara, mas só é válido para quem come bem, pois é muita comida. Os pratos separados são caros e não valem a pena.

Na minha viagem eu quase morri de vontade de comer um fondue de chocolate, porém os preços por esse prato são fora da realidade (média de R$ 65,00). A solução foi encontrada em uma loja de chocolate no centro de Gramado, que fica ao lado da rua Coberta. Eles tem uma cascata de chocolate e várias frutas. Você se serve a vontade e paga por quilo, o que foi perfeito para matar a minha vontade de comer.

Uma informação importante é que todos os restaurantes da cidade possuem translado GRÁTIS, então não precisa se preocupar com taxi para ir de um ponto a outro a noite. As lojas de chocolate mais longe e os cafés coloniais também oferecem, então aproveite esse serviço.

CHOCOLATES Os chocolates são o grande forte de Gramado. Existem lojas espalhadas pela cidade inteira e é impossível não comer muitos itens dessa delícia. Deixo abaixo as lojas que fui e a minha avaliação de qualidade de produto e preços de cada uma delas:

1) LUGANO:
me pareceu o chocolate mais famoso da cidade. Na minha opinião foi o melhor de todos. O sabor é perfeito e o preço é bem justo. A dica é fazer o passeio de Jardineira e depois comprar os chocolates nessa loja, pois no passeio é oferecido um vale que dá direito a 10% de desconto nas compras.

2) FLORYBAL: são as lojas mais bonitas e bem voltadas para crianças (elas enlouquecem lá com tantas esculturas). Achei o chocolate um pouco doce demais e acabei não comprando.

3) CHOCODINO: tem apenas uma loja no centro da cidade e eu achei a melhor opção para a compra de chocolates de lembrancinhas, pois o preço é o melhor de todos para um produto de boa qualidade.

4) DON MORELO: também só possui uma loja. Esse chocolate é vendido também aqui em Vila Velha, então já conhecia o sabor, portanto nem passei na loja.

5) PRAWER: é um ótimo chocolate, porém o preço é sem noção. Foi a loja mais cara que encontrei e o produto não é tão gostoso quanto o da Lugano.

Na dúvida, entre em cada loja e experimente. Todas as lojas te oferecem uma provinha grátis, então decida qual deles você acha melhor. Levar chocolate para todos os conhecidos é inviável, pois ai sim os valores sairiam de um orçamento enxuto, então minha opção foi comprar aqueles disquinhos de chocolate, aquelas pastilhinhas com menta para fazer a distribuição. O valor é ótimo: R$ 15,00 para 42 unidades.

OS CUSTOS FINAIS Com já disse, o objetivo da viagem foi fazer um passeio delicioso gastando pouco dinheiro. Sendo assim, segue um pequeno relatório dos nossos investimentos:

Passagens aéreas (Vitória / Porto Alegre): R$ 499,00
Hospedagem (4 diárias Pousada Jardim Secreto): R$ 580,00
Passagens de ônibus (Porto Alegre / Gramado): R$ 113,00
Passeios pagos: R$ 80,00
Chocolates e lembrancinhas: R$ 70,00
Alimentação: R$ 388,00

TOTAL DA VIAGEM: R$ 1.730,00 – para duas pessoas!!!!!!! 


ATUALIZADO!!!!!!!!!!!
Pessoal, em 2012 eu voltei a Gramado em uma viagem maravilhosa. O roteiro foi bem diferente dessa, uma vez que estive lá com o meu marido e buscamos programas mais românticos.
Montei um novo roteiro adicional, com mais dicas de passeios e lugares para se comer bem e barato em Gramado. Acessem AQUI para ir para esse novo post. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...