domingo, 18 de maio de 2014

O que fazer em Foz do Iguaçu: o barato na cidade das Cataratas

Cataratas do Iguaçu - A História da Gaby
Cataratas do Iguaçu - sem necessidade de filtro
Dentre as maiores maravilhas naturais do mundo estão as Cataratas do Iguaçu. Se isso é tudo o que você sabe que existe em Foz e está vagando pela blogosfera procurando por dicas de onde ficar, onde comer e o que conhecer nessa cidade, afirmo que já estivemos no mesmo lugar. Acabo de voltar dessa cidade que, pra dizer o mínimo, muito me surpreendeu e é com muito prazer que deixo abaixo um pouco dessa minha experiência.

QUANDO IR
Foz do Iguaçu é linda em qualquer período do ano, entretanto as estações interferem diretamente nas Cataratas e também no seu bem estar na cidade. Segundo os moradores de lá, durante o verão as temperaturas são altíssimas, chegando aos 40º. Todo lugar tem ar condicionado, mas na rua o sol pega e o lugar não venta. Além disso, a cidade é muito úmida, então você vai se sentir mal se não for chegado ao calor. Já no inverno as temperaturas despencam, fazendo aquele frio característico do sul do país (tanto é que todas as torneiras tem água quente). Para ir nas Cataratas é uma fria, pois a água estará um gelo. Sendo assim, recomendo as estações medianas: outono ou primavera. Nos meses de maio a setembro as quedas d’água estão no seu ápice de beleza.

CHEGANDO E SAINDO DE FOZ DO IGUAÇU
A cidade recebe muito gringo e, por isso, o aeroporto é internacional. Mesmo assim, sua capacidade é pequena e os voos tendem a chegar e sair quase todos ao mesmo tempo (não entendi porque). O aeroporto fica a uns 20 minutos do centro da cidade e bem perto dos hotéis que estão na Avenida das Cataratas. Você tem três opções para se locomover de lá até o hotel (valores considerando ida e volta ao centro da cidade).

De ônibus: é a mesma linha que faz Cataratas x Centro. Ele passa de 20 em 20 minutos e, normalmente, não está cheio para ir para o centro, mas um pouco lotando para quem volta de lá. A passagem é R$ 2,85 e embarcar é super simples, pois o buzão passa dentro do aeroporto.

De taxi: estão sempre disponíveis e o trecho é quase valor fechado, em média, em R$ 60,00. Para quem vai com mais de três pessoas é o melhor custo benefício.

Transfer: fica em R$ 20,00 o trecho por pessoa e é muito tranquilo. Optei por esse meio porque ficava mais barato que o taxi e, até então, eu não sabia do ônibus. Fizemos esse trajeto com a Loumar Turismo e o pessoal foi extremamente pontual e profissional. Ponto pra eles!

#furada: como os brasileiros passam pela Argentina e Paraguai (principalmente), a Receita Federal está instalada no aeroporto de Foz e todos, sem exceção, passam por ela (mesmo para voos domésticos). Sendo assim, a fila que se forma é bem grande e o processo é um pouco demorado, pois algumas bagagens são abertas para averiguação. Nós levamos uma hora e meia para fazer o nosso checking, então recomendo que cheguem com antecedência ao aeroporto.


Fila no Aeroporto de Foz do Iguaçu - A História da Gaby


ONDE FICAR
A primeira coisa que deve ser estabelecida sobre Foz do Iguaçu é que estamos falando de uma cidade grande. São mais de 250.000 habitantes distribuídos em vários bairros, então a escolha do seu hotel não será tão simples quanto em uma cidade pequena, como é o caso de Gramado e Arraial – meus outros guias aqui do blog. Feita essa ressalva, existem dois polos de hotéis na cidade: centro e Avenida das Cataratas. A escolha entre eles vai depender do que você gosta de fazer quando está de viagem.

Centro da cidade: é mais movimentado e concentra o comércio local. Foz é uma cidade muito bonitinha e arrumada, portanto não fique com aquela imagem de centro velho e sujo. A grande vantagem de ficar no centro é que você conseguirá fazer todos os passeios a pé, pois de lá há ônibus para todos os pontos turísticos da cidade.

Avenida das Cataratas: como o próprio nome diz, é o caminho de acesso às Cataratas e também à Argentina. Estão nessa avenida os grandes hotéis e Resorts da cidade. É o lugar ideal para quem vai curtir a estrutura do hotel e pretende descansar. O grande ponto negativo é que o uso de transfer ou aluguel de carro é praticamente obrigatório, pois o único ônibus que passa por lá é o que dá acesso às Cataratas.

Em termos de hotel, optei pelo Foz Presidente I – que fica no centro da cidade. Escolhi esse hotel por sua localização e também pelo custo benefício. FOI UMA ÓTIMA ESCOLHA! Apesar de ser mais antigo, o hotel foi recém reformado e o grande trunfo deles fica por conta do atendimento e do serviço. Todos são muito atenciosos e o café da manhã é uma delícia. Quarto e banheiro muito bem limpos todos os dias e grande segurança (deixei dinheiro e bens no quarto e tudo ficou intacto).

#fica a dica: como eu disse, Foz é uma cidade grande e um ponto está distante do outro. Se ficar perto do shopping tá longe da avenida da badalação; se ficar na avenida da badalação tá longe do terminal; se ficar na JK tá longe do shopping e por ai vai. Sendo assim, recomendo uma localização próxima do Foz Presidente, pois apesar de parecer que não tem nada no entorno do hotel é possível acessar todos os pontos do centro a pé (andando alguns quarteirões pra cá ou pra lá). Outra vantagem dele é que está do lado do Golden Tulip, que tem uma torre enorme que é vista de qualquer lugar do centro, ou seja, onde estiver você localiza a direção do seu hotel e não fica perdido.

#ficaadica: para dar uma mãozinha nessa localização, fiz um mapinha de todos os pontos que indico no post. Para acessar, basta clicar AQUI.

#furada: há hotéis próximos do Paraguai (para quem tá pensando apenas na muamba), entretanto é uma região muito movimentada e um tanto quanto sinistra, principalmente a noite. Há trânsito constante por conta da Ponte da Amizade, o que pode atrasar todo e qualquer passeio. O transfer entre Paraguai e Foz é muito tranquilo, então não recomendo ficar nessa região.


Vista do centro de Foz do Iguaçu - A História da Gaby


O QUE FAZER
O conceito Foz do Iguaçu = Cataratas do Iguaçu nunca ficou tão no passado para mim. A cidade oferece muito mais do que essa atração e é o lugar perfeito para uma viagem que mistura beleza natural, boa comida, compras e descobrimento.

Cataratas do Iguaçu
Vou começar pelo óbvio: o melhor de Foz do Iguaçu. Já olhou as mil e uma fotos que estão disponíveis na internet? Elas não chegam nem aos pés do que você está para ver. As cataratas são um show a parte e a primeira visão do mirante é de tirar o fôlego. Você estará de frente para um mundo de água e perceberá o quanto a natureza é maravilhosa e perfeita. A trilha principal é feita a pé por 1.200 metros até a queda principal, a Garganta do Diabo. O percurso, apesar de parecer grande, fica pequeno com as paradas estratégicas para olhar as várias corredeiras e quedas. Fotos maravilhosas estão garantidas!

O mais impressionante das Cataratas é que elas são diferentes a cada dia, variando de acordo com a temperatura, o clima e a vasão d’água. Fiquei tão apaixonada que fui duas vezes: na primeira, muito nublado com queda forte e água barrenta; na segunda, sol maravilhoso com água clara e vazão menor... de enlouquecer de tanta beleza. Mesmo já tendo visto uma vez, a emoção foi a mesma.

“Gaby, é verdade que molha muito?”. Vai depender. Durante todo o caminho há chuviscos, tipo garoa fina, mas você nem percebe. Na passarela principal dá para tirar umas fotinhos logo no início molhando pouco, mas basta dar 10 passos a frente que o chuveiro é ativado. No último ponto dela o banho é inevitável e só recomendado para quem está bem de saúde, pois o resfriado pode pegar feio.

Na grande polêmica entre lado argentino x lado brasileiro não vou poder opinar, pois fui apenas no brazuca. O que dá para ver de longe é que o Argentino é bem mais eco aventura, com trilhas que passam em cima (literalmente) das corredeiras. Acredito que seja uma visão maravilhosa, porém deve ser mais difícil de ser feito em um dia nublado ou chuvoso.

Valor dos ingressos: R$ 28,50 por pessoa para brasileiros

#ficaadica: chapinhas, escovas e babyliss estão proibidos nesse dia de passeio. Mesmo que você não queria se molhar, a umidade vai estragar o cabelo por completo. Coque alto na parada!

#ficaadica: use tênis, pois o caminho é escorregadio e íngreme em alguns pontos. Além disso, nos mirantes o chão é vazado para que não haja acúmulo de água, portanto saltos e sapatos de sola lisa são garantia de queda (acredite, tem quem vai de salto.. eu vi).

#ficaadica: vá de ônibus, vá de ônibus, vá de ônibus. Ele passa de 20 em 20 minutos e não tem como se perder: é só descer no ponto final, que fica dentro do Parque Nacional. O custo é de apenas R$ 2,85 por trecho e você pode curtir o passeio a vontade, sem ficar doido com o horário das agências de turismo. Elas não farão nada de diferente por você, pois chegando no Parque Nacional você embarca em um ônibus que faz parte do passeio e que te deixará na trilha para as Cataratas. Pra voltar é a mesma coisa.

#furada: o parque está cheio de quatis e, apesar de muito bonitinhos, os bichinhos são meio malandros. Eles já associaram humano a comida, então tome cuidado com a sua bolsa e pertences. Vi um desses fofuchos atacar a sacola de uma turista em busca do almoço.

Parque Nacional das Cataratas - A História da Gaby


Parque das Aves
Fica em frente ao Parque Nacional das Cataratas e o acesso é feito a pé de um lugar ao outro. Para quem gosta de zoológico e, principalmente, de aves o lugar é maravilhoso. Eles possuem muitas espécies e é possível vivenciar a natureza ao atravessar os viveiros onde os tucanos e araras ficam soltas. Entretanto, para aqueles que não são lá muito chegados o passeio é complicado. As aves gritam muito e voam pra cima de você. Eu, que tenho pavor, passei por uma grande provação e sobrevivi a três viveiros (mas dispensei o borboletário... assim já era demais). As crianças, como sempre, vão se apaixonar.

Valor dos ingressos: R$ 20,00 por pessoa para brasileiros


Parque das Aves - A História da Gaby


Usina Hidroelétrica de Itaipu
É um passeio obrigatório, afinal quantas vezes na sua vida você terá a oportunidade de ver uma construção dessas?! Entretanto, não fique muito empolgado, pois é um “city tour” um pouco sem graça. Há diversas opções de passeio pelo complexo, sendo mais famoso o “Panorâmico”. Através dele você visita todas as instalações externas da usina em um ônibus aberto de dois andares com direito a guia em português, espanhol e inglês. Ele vai te falando sobre o que é feito em cada lugar e como funciona a usina. Há duas paradas para tirar foto e o passeio dura, em média 1 hora.

Valor dos ingressos: R$ 26,00 por pessoa para brasileiros (tem meia entrada para estudantes).

#ficaadica: vá de cabelo preso, pois o ônibus é aberto e venta MUITO. Eu, que não sabia disso, fui de cabelo solto e quase morri de tantos nós. Além disso, ele atrapalha todas as fotos.

#ficaadica: também utilize o transporte público para esse passeio. O ônibus passa de tempos em tempos (devo ter esperado uns 15 minutos), mas também é tranquilo. Você vai descer no ponto final – que fica em frente a entrada de Itaipu - e não tem erro. Pode ir sem medo de ficar perdido. Para voltar para o centro é a mesma tranquilidade.

#furada: leve sua própria comida e água para beliscar durante o passeio. Comprar na cantina que tem em uma das paradas é o mesmo que ser assaltado: R$ 11,00 por uma água e uma Ruffles. Socorro!!!

#furada: o sistema do passeio tem um ponto muito furada, que é a escolha dos assentos. Logo no princípio o guia informa que os assentos não são reservados e que, nas paradas, qualquer um pode sentar onde quiser. Resultado: fica todo mundo doido para garantir onde sentar, uma vez que o ônibus tem vagas na parte de baixo que não é tão legal quanto a parte de cima.


Usina de Itaipu - A História da Gaby


Templo Budista
É mais bonito do que legal. Eu fiquei encantada com a quantidade de foto bonita que vi de lá, então quis muito ir. Para quem não é da religião e não está buscando um refúgio espiritual, o templo não tem muito a oferecer. Você não tem contato com os monges e não há nada para se fazer além de bater algumas fotinhos, coisa que 30 minutos resolvem. O problema é que o acesso de ônibus é um pouco escasso, pois o templo fica bem afastado, então você demora muito para se locomover (perdemos umas 3 horas de passeio). Se estiver de carro vá para aproveitar o cenário.

Valor dos ingressos: a entrada é gratuita, mas leve um troquinho para deixar de doação

#ficaadica: prefira ir ao templo pela manhã, pois o posicionamento do sol vai favorecer as fotos. Fora isso, não há nenhuma cobertura ou sombra por lá, então no sol da tarde é se preparar para morrer de calor.

#ficaadica: caso vá ao Templo, programe-se no mesmo dia de Itaipu, pois um fica próximo do outro e ambos ficam distante pra burro de todo o restante dos atrativos turísticos.

Templo Budista - A História da Gaby


Paraguai – o templo das compras
É tanta coisa para se falar sobre o Paraguai que esse item merece post a parte (clique AQUI para conferir). De forma resumida, digo que se Cidade do Leste fosse organizada ela seria a Nova York dos brasileiros. O lugar é estranho, com um trânsito caótico e muita, mas muita gente na rua. Você se aventura de galeria em galeria e paga pechinchas por produtos que custam o olho da cara no Brasil. É preciso orientação para não cair nos golpes que tanto ouvimos falar, entretanto não vi nenhuma cena de violência explícita ou falta de segurança, apesar de você ficar com os dois pés atrás.

Puerto Iguazú – a Argentina é logo ali
Essa é a cidade de fronteira que dá acesso ao país dos nossos hermanos. Ela é bem pequenina e não tem um centrinho muito definido, portanto você anda bastante entre uma atração e outra. Li a respeito da Vinoteca Don Jorge e resolvi conhecer para comprar alguns vinhos argentinos. O lugar é bem gostoso e tem muita especiaria. O preço é a melhor parte, então indico para quem quiser trazer algumas garrafas. O grande trunfo da cidade é a gastronomia, onde você encontra aquela carne argentina dos deuses que se parte com o poder da mente de tão macia que é.

Para chegar a Puerto Iguazú não tem mistério e, mais uma vez, não há a necessidade de transfer. Você pega um ônibus no centro que vai direto para a cidade e paga R$ 4,00 por pessoa. Ele passa na aduana, onde todos descem para registrar a entrada na Argentina, e depois segue para o centro da cidade. Para voltar o caminho é o taxi, pois o último ônibus para Foz passa às 19h. A título de comparação, gastamos R$ 66,00 para ir e voltar, enquanto o transfer pediu R$ 180,00 pelo mesmo serviço (para duas pessoas).

#ficaadica: o peso está bem desvalorizado em relação ao real, então não se assuste ao comprar chocolates e gastar quase 50 pesos – isso vale uns R$ 10,00. Leve pesos para o que for comprar por lá, pois compensa na conversão da moeda. Inclusive, use peso para pagar o taxi de volta para o Brasil: sai mais barato que usar real.

Duty Free Argentino
Para quem não conhece, o Dutty é aquela rede de lojas de aeroporto que vende mil e um produtos importados de desejo de todos. É um grande shopping que, nesse caso, fica na entrada da cidade em uma estrutura fora do sistema aéreo. O lugar é lindíssimo e você tem vontade de comprar tudo que vê. Apesar de ter lido que as coisas são muito mais caras lá, a diferença que notei entre itens comprados no Paraguai não foram tão grandes. A grande vantagem é poder experimentar tudo com tranquilidade e segurança.

Mesmo que não vá comprar, a loja merece uma visita para apreciação... os produtos são um colírio para os olhos. Chegar lá é uma moleza só: pegue o ônibus que vai para a Argentina e desça na aduana. Volte, se registre, e pegue o ônibus que continua para Puerto Iguazú ou volte para o Brasil. No nosso caso estávamos com um pouco de pressa, então optamos por um taxi até o centro de Puerto. Ficou em R$ 20,00.

#furada: por estar fora do aeroporto uma regra muito apreciada dos Duttys não se aplica a essa loja: os brasileiros estão saindo por via terrestre para voltar ao Brasil e, por isso, não se aplica o Tax Free, ou seja, tudo o que você comprar no Dutty será contabilizado para a sua minúscula cota de U$ 300,00 (válida para tudo que você comprou na viagem, tanto na Argentina quanto no Paraguai).

Mais e mais lugares

Esses são os pontos turísticos que fui, mas Foz do Iguaçu ainda guarda mais surpresas. Para quem gosta de jogos, Puerto Iguazú e Paraguai oferecem luxuosos cassinos. Assim como para o Dutty, também há transporte gratuito por parte dos cassinos. Se informe no seu hotel. Também tem o marco das 3 Fronteiras, onde você consegue enxergar os três países de um único ponto. Me disseram que era meio deserto e sem atrativos. Preferi não ir, mas vi um monte de ônibus que ia pra lá, então transporte tá fácil.
 
ONDE COMER
Foz do Iguaçu foi feita para todos os gostos e bolsos. É possível encontrar aquele sanduíche barato e também o mais dos refinados restaurantes. Obviamente, não consegui provar nem metade do que gostaria em 5 dias, mas aprovei quase tudo que consegui comer.

Park Foz
É um restaurante pizzaria que abre para o jantar. O cardápio é bem amplo e os preços são médios. Pedimos uma bisteca bovina que eu super recomendo. Comida e atendimento de primeira. Para duas pessoas, média de R$ 70,00.

Rafain Chopp
Um dos melhores lugares que eu fui. Clássico barzinho, com música ao vivo, petiscos e bebida gelada. Possui aquele chopp no metro e o happy hour tem desconto nos dias de semana. O ambiente é muito agradável e a comida é divina. Pedimos um filé acebolado e mandioca com bacon (tudo de bom!). Voltaria lá mil vezes. Para duas pessoas, média de R$ 83,00 com sobremesa.

#fica a dica: peça de sobremesa a “Fiesta”. Sorvete de creme com chantilly, suspiros e morangos. D-I-V-I-N-O.

Madero
É uma rede de hamburgers do Paraná e, diga-se de passagem, a auto intitulação de “o melhor hamburger do mundo” não mente. Os sanduíches são maravilhosos e vêm acompanhados de batatas crocantes. Além disso, o ambiente do restaurante é delicioso, com grandes telões, música das boas e iluminação indireta. A localização não poderia ser mais fácil: dentro do shopping de Foz. Para duas pessoas, média de R$ 65,00.

#ficaadica: não é um lanche de esquina qualquer e o ambiente pede uma roupinha mais arrumadinha.

Jantar Italiano – Bella Itália
Se está rodando a net em busca de informações sobre Foz com certeza já leu sobre esse jantar. Ele acontece nos sábados e quartas no hotel Bella Itália e trata-se de um rodízio de massas. Ouvi falar tanto que estava com a maior das expectativas, mas sai frustrada. Não que a comida seja ruim, mas a variedade é pequena e o restaurante é um pouco opressor. Foi um ambiente onde não me senti muito bem. Além disso, o custo definitivamente não vale o produto. Jantar para duas pessoas: 150,00.

#furada: o queijo empanado, que dizem ser o maior sucesso do restaurante, só é servido aos sábados.

El Quincho del tio querido
Melhor que comer carne boa em Foz é comer carne maravilhosa na Argentina. Esse é um dos restaurantes mais famosos da cidade e eu nem pesquisei por outros – nenhum arrependimento. Já na entrada você consegue ver a grande grelha argentina, onde a parilla te aguarda. O ambiente é maravilhoso e o atendimento fica no mesmo nível. O garçom te explica todo o cardápio (em espanhol e inglês) e, não tenha dúvida, você vai comer uma das melhores carnes da sua vida. Para duas pessoas, média de R$ 130,00 com sobremesa.

#ficaadica: o câmbio do restaurante é péssimo, então leve peso para pagar a conta. A diferença ficou em quase R$ 50,00.

Porto Canoas – Cataratas do Iguaçu
Restaurante oficial das Cataratas, onde todo aluno de marketing tem a oportunidade de aprender a diferença entre preço e valor. A comida é muito boa, mas você paga mesmo por sentar em um deck e almoçar ouvindo o rio e as quedas das cataratas. O buffet é livre e super recomendo a linguiça assada e mandioca frita – nunca comi nada parecido com elas. Para duas pessoas, média de R$ 110,00 com sobremesa.

Lanchonete Espaço Porto Canoas – Cataratas do Iguaçu
É uma opção bem mais viável para quem quer almoçar nas Cataratas (item quase obrigatório se você for pela manhã ao parque). Servem combos no estilo Mc Donalds e os hamburgers são bem gostosos. Também é possível sentar perto do rio e ouvir as corredeiras. Para duas pessoas, média de R$ 40,00.

Itaipu Bistrô
Fica dentro do complexo de Itaipu e serve tanto refeições, quanto salgados. A comida vale o preço e é bem servida, mas não deixa de ser um prato executivo, ou seja, não tem nada demais. É um almoço prático, principalmente para quem está de ônibus e ainda vai ter que esperar pelo transporte para ir embora.

#ficaadica: caso saia de Itaipu e vá ao Templo Budista em seguida recomendo almoçar em um “birosquinha” que tem na esquina da estrada que dá acesso ao templo. Paramos lá para esperar o ônibus e ficamos enlouquecidos com o cheiro da comida.


Comidinhas em Foz - A História da Gaby


QUESTÕES PRÁTICAS
Você está indo para a cidade do acesso, onde com apenas 20 minutos se faz uma viagem internacional (rsrs). Para entrar tanto no Paraguai quanto na Argentina só é necessário a sua carteira de identidade nacional, sendo que ela tem que ter menos de 10 anos de emissão. Não vale carteira de motorista. Caso queira ganhar alguns carimbos, dá para levar o passaporte, mas eu não recomendaria, principalmente no caso do Paraguai.

#ficaadica: caso opte pelo passaporte, lembre-se de dar a entrada e, principalmente, a saída na Aduana para que você não tenha problemas futuros com visto. Na Argentina é simples porque todos são parados na fronteira, mas no Paraguai isso é uma bagunça.

#ficaadica: troque pesos para ir para a Argentina, tendo valores para compras locais e também transporte. O melhor lugar para fazer essa transação é mesmo em Foz. Recomendo a agência Fittà Câmbio, onde o câmbio estava muito justo (1 peso = R$ 0,26).

#ficaadica: amigos nos indicaram trocar dólar no Paraguai, pois a cotação era melhor que no Brasil. De fato foi assim. Trocamos no Shopping Madrid e pagamos 2 centavos a menos por real. Pesquise em Foz antes de fazer essa transação. Já no caso do peso, a cotação estava melhor no Brasil.

COISAS QUE NINGUÉM TE CONTA SOBRE FOZ DO IGUAÇU
Por mais que a gente pesquise de blog em blog, tem coisas que você só descobre estando por lá. Vamos falar então de coisas que ninguém te conta sobre a tríplice fronteira (Foz do Iguaçu, Cuidad del Leste e Puerto Iguazú):


  • Você pode ser abordado, a qualquer momento, por alguém que não fala a sua língua. Não estou falando dos Hermanos e seu espanhol, mas sim de pessoas de todas as nacionalidades. Foz recebe milhares de turistas de todo lugar do mundo. No ônibus que vai para as Cataratas você praticamente não escutará português – o que acaba sendo uma pena, pois vemos o quanto esse destino é muito mais valorizado pelos gringos do que pelos brasileiros;
  • Não é a toa que praticamente a cidade toda está em três línguas. É muito normal encontrar placas e cardápios em português, espanhol e inglês. Até na padaria é assim.
  • Os turistas gringos de lá são bem diferentes dos turistas brasileiros. A galera anda a pé, pega ônibus e, literalmente, mochila por todo lugar. Levam sua água e sua comida e tiram proveito apenas das atrações turísticas do lugar, sem ficar gastando horrores com o que não é necessário. Até quem tem mais dinheiro e porte usa ônibus. Vamos aprender, pessoal!
  • O Brasil está muito presente nas cidades de fronteira. Ao entrar na Vinoteca Dom Jorge me peguei cantarolando a música ambiente e me dei conta que estava em português. Parei para prestar atenção e vi que era “Zen” da Anitta.
  • Foz conta com estacionamento pago em todo o centro, portanto saiba que precisará operar um parquímetro caso queira alugar um carro.
  • O ônibus que vai para as Cataratas é um dos mais estranhos que eu já vi. Ele só tem uma cadeira em cada fileira de assentos. Sentar juntinho só mesmo naquela fileira do fundo, onde é tudo integrado. Acredito que seja assim porque muitos mochileiros usam o transporte urbano e os caras precisam de espaço.
Curiosidades - A História da Gaby
FALANDO DE CUSTOS
Infelizmente temos sempre que falar em dinheiro em viagem, pois é ele que nos leva pra cima e pra baixo. O detalhe dessa viagem é que acabei escolhendo Foz do Iguaçu por conta de uma promoção de passagens e acho que é bacana registrar isso aqui no blog. Fiquem atentos às promoções, pois é possível viajar muito barato para a cidade das cataratas.

Nós pegamos uma promoção da Gol com a volta por R$ 39,90. Nas minhas pesquisas iniciais ida e volta para Foz do Iguaçu estava dando em média R$ 900,00 por pessoa saindo de Vitória. Consegui comprar por R$ 349,00!!!! Como tínhamos umas milhas acumuladas, tirei uma pessoa em milha e outra pagando, num total geral de R$ 385,00 para duas pessoas. Melhor que isso só de graça!



P.S: como deu para perceber, os custos de compras no Paraguai não estão na planilha. Foram itens que não estão relacionados à viagem, então não deveriam ser contabilizados. 
P.S: todos os custos apresentados nesse post são para duas pessoas, considerando câmbio e valores de maio de 2014.

Espero ter ajudado um pouco na montagem do seu roteiro para Foz do Iguaçu. Se tiver qualquer outra dúvida é só deixar um comentário que eu to sempre por aqui para responder.

Compras no Paraguai - um brinde a quem vai a Foz do Iguaçu

Paraguai - A História da Gaby

Sem dúvidas, a coisa mais curiosa que existe ao visitar Foz do Iguaçu é fazer duas viagens internacionais com apenas 20 minutos. Você está no Brasil e, de repente, passa pela aduana e se encontra em outro país. É assim tanto com a Argentina, quanto com o Paraguai.

Nesse segundo você acessa a famosa Cidade do Leste, uma meca das compras misturada com uma torre de babel de turistas. Todos nós brasileiros já ouvimos falar muito do Paraguai e, acredite em mim, não temos nem ideia de como são as coisas por lá. De verdade, é um universo a parte que te surpreende a cada momento. 

CHEGANDO NO PARAGUAI
Saindo de Foz é possível chegar ao Paraguai de ônibus ou de transfer. A primeira opção é tranquila no sentido transporte. O ônibus passa no centro de Foz com uma certa frequência e te leva diretamente à entrada de Cidade do Leste. Você desce na aduana, apresenta os documentos e pode seguir para as compras.

Já o transfer tem toda aquela comodidade de te pegar no seu hotel e te trazer de volta em segurança. Nós optamos por essa modalidade, sendo o único "passeio" que fizemos com uma agência em toda a nossa viagem. Fomos com a Discovery Turismo, que fica dentro do Hotel Foz Presidente. Quem nos levou foi o Marcelo, um motorista ótimo que nos deu algumas dicas importantes sobre onde comprar e como se portar no Paraguai.

A título de comparação, o ônibus sai por R$ 4,00 a passagem, enquanto o transfer fica por R$ 35,00 por pessoa.

#ficaadica: o horário de ida do transfer é fixo, mas a volta é combinada com o motorista, portanto você pode ficar o tempo que quiser, independente de outras pessoas. Não é um passeio guiado, ou seja, você está livre para ir onde quiser.


CONHECENDO E COMPRANDO NO PARAGUAI
Tudo o que você já leu sobre o Paraguai é verdade. A cidade é a maior confusão que eu já vi na vida. É gente para todo lugar falando em todas as línguas possíveis. Tem MUUUUUUUUITA loja e muito camelô. Cada shopping é um monstro e você entra numa portinha e descobre 80 lojas em um único lugar.

Diante disso, saiba que é necessário ir preparado ao Paraguai. Não caia na besteira de descer lá sem ter listado o que você quer comprar e sem ter dado uma boa pesquisada na internet sobre lojas confiáveis. Só compre nos camelôs aquilo que é de camelô (bolsa, chaveiro, lanterna, meia...) e deixe os importantes para lojas em que você se sinta seguro.

Nós tivemos algumas ajudas de amigos que moram próximo de Foz, então fica aqui minhas dicas de compras. Todas essas lojas são confiáveis e vendem produtos seguros:

Shopping Americanas: tem de tudo em seus vários andares, principalmente eletrônicos.
Shopping Madrid: também voltado para eletrônicos, principalmente máquinas fotográficas e tablets.
Macedônia: loja de perfumes, óculos e relógios.
Casa China: produtos de cozinha, perfumes e roupas

Shopping Del Leste: mais arrumado e com cara de shopping. Fica na entrada da cidade e oferece uma gama grande de produtos. É mais caro por ser o "atrai turista". Também deixe para o final do passeio.

Monalisa: loja chique de departamentos, completamente diferente do estilo Paraguai. É de encher os olhos e esvaziar as carteiras. É bem mais cara que o restante, então deixe ela por último, para comprar apenas o que não encontrou nos outros lugares.

#ficaadica: montei um mapinha de localização dessas lojas. Clique AQUI para visualizar.

#ficaadica: em quase todos os lugares você vai encontrar praticamente os mesmos produtos. A dica é andar bem, pesquisar valores e comprar onde você encontrar o melhor preço com segurança de compra. Vale aqui a mesma coisa que usamos no Brasil: quando a esmola é demais o santo desconfia. Se algo está muito abaixo dos preços que você já achou em outras lojas, não vale a pena.

#ficaadica: deixe para ir no Shopping Del Leste na hora do almoço e aproveite para comer no "Ali Babá", uma lanchonete árabe que fica no último andar. A comida foi uma surpresa muito agradável. Tanto as esfirras quanto o quibe estavam perfeitos. Acredite em mim, encontrar esse oásis no meio daquela cidade maluca foi uma benção.

Ali Babá, Shopping Del Leste - A História da Gaby
Restaurante Ali Babá - a melhor esfirra que eu já comi.

TEMPO DE PASSEIO
Meu roteiro inicial previa uma tarde no Paraguai, mas amigos que já foram me disseram que era muito pouco. Deixei então um dia inteiro para essa experiência antropológica e, na minha opinião, ainda foi pouco. São muitas lojas, muitos shoppings, muita variedade de produtos e não dá tempo de ver tudo o que se precisa. Além disso, você começa a comprar e as sacolas vão ficando insuportavelmente pesadas.

Sendo assim, penso que quando voltar faria diferente e deixo essa dica aqui para quem topar. Eu faria 1 dia e meio de Paraguai. No primeiro dia iria de ônibus para economizar. Andaria por toda a cidade, pesquisando os preços, olhado e experimentando tudo. Anotaria as lojas e voltaria na manhã seguinte apenas para comprar aquilo que já estivesse decidido. Nessa volta iria de transfer, para poder trazer as compras com segurança e sem preocupação.

QUESTÕES LEGAIS
Em termos de grana, tenha reais e dólar. O guarani (moeda local) só é vantajoso na hora do almoço, mas não vale a pena andar com trocentas notas pra isso (1 real = 2.000 guaranis). Você vai perder um pouquinho, mas pague em dólar. O câmbio das lojas não é muito confiável, então já leve dólar em espécie. Nos trocamos nosso dinheiro no Shopping Madrid e conseguimos uma excelente cotação.

Como você está saindo do país por via terrestre, a cota de compras é de 300 dólares por pessoa. Acredite em mim, isso não é quase nada estando no Paraguai, então vá com calma e leia muito bem as regras sobre produtos importados antes de sair esvaziando o bolso. A Receita Federal da aduana é tranquila, mas todos são checados novamente na Receita Federal do Aeroporto de Foz.

COISAS QUE NINGUÉM TE CONTA SOBRE O PARAGUAI

  • Não perca o seu tempo de ir de carro para Cidade do Leste. O trânsito é um caos e não tem onde estacionar. Sem chance de dirigir por lá.
  • Ande por conta própria (caso esteja sem guia) e não aceite ajudas do tipo "eu te levo lá". Isso é um golpe. Portanto, resista aos tantos "o que procura" que você vai ouvir.
  • Infelizmente, a educação deverá ficar em casa no dia que você for ao Paraguai. É tanta gente te abordando que se você for responder educadamente a todos não vai sair do lugar. Ignore e siga em frente.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A favor do "desempacotando"

Já tem um tempo que sou a favor do movimento "desempacotando", ou seja, viajar por conta própria, sem contar com nenhuma ajuda de agências de viagens e seus famosos "pacotes turísticos". A única vez que usei um pacote foi na minha primeira viagem, mas depois de muito conversar com minha amiga Julita, do Pra Onde Vamos, e muito ler o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, eu perdi o medo e resolvi me arriscar.

Entretanto, sempre ficou comigo aquela pulguinha de "se eu fosse com uma agência seria mais organizado, mais seguro, mais fácil..." até hoje. Eis que estou assistindo TV quando ouço que foi aprovada uma lei que isenta as agências de toda a sua responsabilidade diante da compra de pacotes turísticos. Se você ainda não viu isso deixo a matéria abaixo para conferir. Ainda falta a aprovação da presidência, mas já passou pelo Congresso.




A parte que achei mais interessante de tudo isso foi ouvir o representante das agências de turismo dizer que elas são "APENAS UM CANAL DE COMPRAS" e que não possuem aviões ou hotéis, portanto não podem ser responsabilizadas por nada que der errado. Mas, mesmo assim, cobram altas taxas pelo "serviço" de turismo, enquanto outros tantos canais o fazem sem cobrar coisa alguma.

Sendo assim, o cara acaba de declarar que não há valor nenhum nas agências de turismo. O grande diferencial que elas sempre ofereceram (a comodidade e seguridade de que tudo seria perfeito na sua viagem) se tornou apenas um canal de compras. É a forma perfeita de afundar um negócio que já vem sofrendo drasticamente com a diversidade desses outros canais que nada cobram do consumidor, como sites de desconto, sites das companhias aéreas, sites dos hotéis, entre tantos outros.

A aprovação de uma lei como essa é, acima de tudo, um grande desrespeito com o consumidor que, como sempre, será o mais prejudicado e ficará sem ter a quem recorrer em caso de problemas. Além disso, é um grande tiro no pé do mercado de turismo. É afirmar que as agências nada mais são do que pessoas que acessam a internet e compram aquilo que qualquer um pode fazer, deixando de lado toda a sua expertise no negócio.

Em uma época em que o desempacotando é uma forma mais leve de se viajar, respeitando a vontade e o tempo do viajante, permitindo que ele vivencie o seu destino turístico, também se tornará a forma mais segura, visto que sendo o próprio viajante responsável pela programação e compra de todos os itens da sua viagem, há a garantia de que passagens, hotéis e passeios foram de fato reservados. Não haverá a quem cobrar, mas também não haverão taxas extras por serviço a se pagar.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ai vai a Kombi

Acredito que quase todo mundo já ouviu sobre essa campanha. O "deslançamento" da Kombi ganhou a mídia tradicional, os noticiários e as redes sociais - o que faz dele, pra mim, um dos grandes cases de 2013/2014.

A história começa com uma questão mercadológica: por questões legais obrigatórias a partir de 2014, inclusão de freios ABS e Airbag, a Wolkswagen optou por tirar a Kombi de linha, uma vez que os ajustes necessários exigiram muitas alterações no automóvel, o que a montadora não considerou viável.

Dessa forma, agência e cliente se juntaram para tornar uma simples questão de mercado em uma grande ação de marca. Visto que muitos clientes são apaixonados pela Kombi e que as vendas não diminuíram em todo o período de sua produção, a Volkswagen e a Almap transformaram a saída da Kombi em um case misto que envolveu ações de propaganda, assessoria de imprensa, live marketing e marketing social.


Vai ai a Kombi. 
Em breve, em nenhuma concessionária perto de você

A campanha começou com um anúncio de jornal, chamado de "deslançamento da Kombi". O texto é um brilhante exemplo do trabalho de redação publicitária, com sacadas deliciosas de ler. Com essa "simples" uma página, a campanha chamou a atenção da mídia e, a partir dai, as mídias espontâneas pipocaram.



Pegando carona nesse sucesso todo (que até aqui eu acho que foi um pouco acidental..rsrsr) a Wolkswagen lança a "Last Edition", uma versão especial da Kombi com apenas 600 unidades a R$ 85.000,00 cada uma. Antes mesmo de entrar na linha de produção, todas as unidades já haviam sido vendidas e a Kombi optou por produzir mais 600 para atender a demanda.



Em seguida, a agência lançou um site onde as pessoas poderiam compartilhar as suas histórias com a Kombi. Milhares de histórias foram postadas e as mais emocionantes fizeram parte do testamento da Kombi, onde o veículo deixava os seus últimos desejos antes de partir.



Para fechar, a campanha foi arrematada com um documentário da Kombi cumprindo os seus últimos desejos. Lágrimas nos olhos e compartilhamentos múltiplos foram inevitáveis. O vídeo se tornou viral na internet e não conheço um que não tenha se emocionado. Pra mim, a grande sacada aqui foram os presentes especiais que foram pensados item a item para impactar e emocionar aqueles que receberam e que, na minha humilde opinião de publicitária, terão uma relação eterna com a marca Wolkswagen.



É obvio que esse post não conseguiu dar toda a dimensão do projeto, mas também não era esse o ponto. Minha análise aqui é como a publicidade conseguiu transformar um problema de marketing em uma grande solução de marca. Esse é o exemplo clássico que analisando com carinho um briefing e pensando em soluções inovadoras é possível transformar até o deslançamento de um produto em uma campanha de sucesso.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Bife de Chuchu

Bife de Chuchu - A história da Gaby
Bife de Chuchu - foto do programa Tempero de Família do canal GNT

É claro que não existe exatamente um bife de chuchu e essa receita poderia ser chamada de chuchu empanado sem problemas, mas acho que a maior parte da graça está necessariamente nesse nome que gera a maior curiosidade.

Vi o bife de chuchu no Temperos de Família do GNT, com o Rodrigo Hilbert. Ele, que adora uma comida natureba, criou essa invenção que fui obrigada a experimentar.Comprei um baby chuchu (medo danado disso não ficar bom) que rendeu apenas 5 tirinhas, afinal não queria ficar desperdiçando e tinha certeza que não íamos gostar... bobinha! O negócio é simplesmente fantástico.

Como diria a Fernanda Lima no programa, foi a primeira vez que comi chuchu com vontade na vida. Ao final do jantar lá estávamos eu e o Gil dividindo irmãmente a 5ª fatia, chorando porque a iguaria tinha acabado.

Recomendo a todos testarem essa delícia... acreditem em mim, o sabor é inacreditável. Tá ai o prato perfeito para as crianças começarem a gostar de chuchu.

BIFE DE CHUCHU

Ingredientes:
Chuchu a gosto 
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Ovo e farinha de trigo para empanar
Óleo para fritar

Modo de preparo:
 1) Corte o chuchu pelo comprimento e coloque em uma panela com água fervente para cozinhar. Ele deve ficar ao dente, considerando que ainda vai fritar e, com isso, irá cozinhar um pouco mais.

2) Depois que tirar da panela tempere com sal e pimenta a gosto.

3) Bata um ovo com um pouquinho de sal.

4) Coloque a farinha de trigo em um prato e tempere com um pouquinho de sal (isso garante que a casquinha também ficará saborosa).

5) Passe o chuchu no ovo e depois na farinha. Para garantir uma casquinha bem firme e crocante, passe novamente no ovo e novamente na farinha.

6) Frite em óleo quente.



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Experimentando o Bike GV



Nesse final de semana rolou um programa diferenciado: pedal na Praia de Camburi. Moradora de Vila Velha que sou, para executar essa tarefa experimentei pela primeira vez o Bike GV.

Apenas contextualizando para quem não é da Grande Vitória, o Bike GV faz parte das iniciativas do Governo do Estado em prol da mobilidade urbana. Trata-se de um ônibus que faz a travessia das bikes de Vila Velha a Vitória pela 3ª ponte – local onde as magrelas não podem passar sozinhas devido à altura e aos fortes ventos.

Do ponto "A" ao "B" o percurso foi feito de Bike GV. Do ponto "B" ao "C" só no pedal.
 Introdução feita, vamos à experiência. O passeio começou com o planejamento de horário. Em dias úteis o ônibus sai a cada 30 minutos. No domingo esse intervalo amplia para 45 minutos. Pontualmente o ônibus estava no ponto. Junto com ele várias bikes esperando (incluindo a gente.. rsrsr).

São 17 lugares reservados para magrelas, enquanto os passageiros tem apenas 5 cadeiras. Nada que incomode, pois vai todo mundo em pé mesmo ao lado de suas bikes. É uma turma diferente, que curte a vida alternativa em duas rodas, então fica todo mundo batendo papo, em um clima super descontraído.

O motorista foi muito educado, ajudando as pessoas a colocarem as bikes. Deu bom dia e agradeceu a todos que entravam e saiam. Ganhou nota 10 no meu conceito e me surpreendeu de verdade.

Saímos dentro do horário e, em um dia de ausência completa de trânsito, chegamos à Praça da Ciência em uns 15 minutos – no máximo. Na descida a mesma educação e cordialidade. Tudo isso pelo preço de R$ 1,25. Show de bola.


O passeio durou mais ou menos uma hora e meia, o que é muito para esses ciclistas de primeira viagem. Fizemos todo o percurso da orla de Camburi, terminando o trajeto na ladeira que dá acesso à Vale. Haja coxas para levar a bike até o final do morro. CONQUISTA!!!


Na volta, tudo como planejado. Fizemos o percurso completo até a Praça da Ciência, onde esperamos cerca de 5 minutos pelo ônibus. Mais uma vez ele chegou e saiu pontualmente, deixando a gente no Canal Bigossi em Vila Velha.

De todo, a experiência foi super agradável. O serviço funciona muito bem e conta com uma equipe treinada e atenciosa. Os horários são seguidos rigorosamente e a galera que utiliza esse transporte é super bacana. 

Na minha opinião, apenas o ponto de chegada e partida em Vila Velha deveria ser alterado. No final de semana não tivemos problemas, mas em dia de trânsito o ônibus pega todo o fluxo da entrada da 3ª ponte – o que deve irritar muito os amantes da liberdade que guiam as suas magrelas.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Trânsito: só nos falta civilidade


Imagem do site Vá de Bike.org


Estou multifacetada. De motorista a ciclista, de piloto a pedestre. Me dividindo entre tantas tarefas vou interpretando os personagens desse nosso trânsito caótico. Sendo tantas em uma só posso afirmar que o que nos falta é civilidade.

Falando de forma geral, o que vemos no trânsito é uma mistura muito perigosa entre falta de educação, egocentrismo e uma bela porção de “foda-se”. Assim se comportam todos os agentes que dividem as ruas das nossas cidades todos os dias.

Os motociclistas andam como se o restante do mundo não existisse. Entre um corredor e outro ultrapassam sem sinalização e se enfiam em lugares que, de tão apertados, nem podem ser chamados de gretas. Ultrapassam sinais e desrespeitam basicamente todas as leis de trânsito por alguns minutos de antecedência.

Os pedestres se consideram os donos da rua, inflados com seus reis na barriga que os dão o direito de atravessarem onde querem e como querem. Apesar de todas as campanhas educativas, rua é lugar de passagem e faixa de pedestres é passarela exclusiva, onde se coloca o pé e todo o mundo tem que dar um “pause” momentâneo para que a sua excelência possa atravessar.

Os ciclistas ganharam muitos espaços com suas ciclovias, que são de fato úteis e ótimas para usar, mas ainda são ignoradas por tantos que possuem uma magrela. Entre uma esquina e outra ignoram a convergência dos carros e motos e atravessam a rua como se a prioridade fosse só sua e de mais ninguém. 

E, por fim, sobram os carros. Esses “ex gigantes” do trânsito, que na minha época de criança eram temidos e respeitados por todos, são os que mais tem que se preocupar hoje em dia. Motoristas se aventuram diariamente e tentam, por mais que seja em vão, desenvolver a habilidade de olhar para 60 lados ao mesmo tempo.

Nesse meio, aqueles que assim como eu aprenderam que o seu direito termina quando começa o do outro, sofrem as consequências de ser um agente legal no trânsito. 

São ciclistas em ciclovias que estão lotadas de obstáculos, pessoas andando, cachorro passeando e até moto (eu vi uma essa semana). São motociclistas que andam na faixa correta e, nem assim, são respeitados pelos carros. São pedestres conscientes e utilizam a faixa para atravessar e tomam “corrida” de carro, moto, bicicleta e outros, sem falar nos banhos de poça em dia de chuva. São motoristas que respeitam as leis, mas têm que parar bruscamente a qualquer instante para evitar acidentes. 

A vida no trânsito seria bem mais simples se houvesse apenas civilidade, ou seja, a preocupação com a convivência em conjunto. Bastava que a moto seguisse seu caminho a menos de 80 km/h, que o ciclista andasse na ciclovia e olhasse para o lado antes de entrar nas ruas, que o pedestre indicasse a intenção de atravessar e esperasse a parada dos veículos e que o carro respeitasse a todos os outros e fosse respeitado.

A tão básica educação... é uma pena que ela está tão rara hoje em dia.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Projeto Julia Petit 2014

Pra quem não conhece, a Julia Petit é uma blogueira maravilhosa, sem falar em uma ótima apresentadora. Ela é responsável pelo site Petiscos, que fala sobre moda, beleza e comportamento. O que mais adoro nela são os tutoriais de cabelo e maquiagem, atualizados semanalmente no canal do Petiscos no Youtube.

Currículo apresentado, vamos aos fatos. A Julia Petit está com 40 anos e há pouco tempo atrás fez uma campanha de lingerie que deixou muita garotinha de 20 no chinelo:


Diante dessa imagem a pobre mortal que escreve esse blog se juntou a alguns amigos e criamos o projeto "Julia Petit 2014", ou seja, vamos trabalhar arduamente durante esse ano para conquistar esse "corpicho".

Dietinha na área e muito pedal são os planos iniciais. Janeiro terminou com um quilo a menos e fevereiro promete muito mais. O projeto faz parte do objetivo geral de ser mais saudável, então a determinação para cumpri-lo está lá em cima. Quem sabe não rola um antes e depois no final do ano...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"Não seria eu"

Música chiclete do dia que tem ido muito além de só repetir na minha cabeça.


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