segunda-feira, 12 de maio de 2014

A favor do "desempacotando"

Já tem um tempo que sou a favor do movimento "desempacotando", ou seja, viajar por conta própria, sem contar com nenhuma ajuda de agências de viagens e seus famosos "pacotes turísticos". A única vez que usei um pacote foi na minha primeira viagem, mas depois de muito conversar com minha amiga Julita, do Pra Onde Vamos, e muito ler o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, eu perdi o medo e resolvi me arriscar.

Entretanto, sempre ficou comigo aquela pulguinha de "se eu fosse com uma agência seria mais organizado, mais seguro, mais fácil..." até hoje. Eis que estou assistindo TV quando ouço que foi aprovada uma lei que isenta as agências de toda a sua responsabilidade diante da compra de pacotes turísticos. Se você ainda não viu isso deixo a matéria abaixo para conferir. Ainda falta a aprovação da presidência, mas já passou pelo Congresso.




A parte que achei mais interessante de tudo isso foi ouvir o representante das agências de turismo dizer que elas são "APENAS UM CANAL DE COMPRAS" e que não possuem aviões ou hotéis, portanto não podem ser responsabilizadas por nada que der errado. Mas, mesmo assim, cobram altas taxas pelo "serviço" de turismo, enquanto outros tantos canais o fazem sem cobrar coisa alguma.

Sendo assim, o cara acaba de declarar que não há valor nenhum nas agências de turismo. O grande diferencial que elas sempre ofereceram (a comodidade e seguridade de que tudo seria perfeito na sua viagem) se tornou apenas um canal de compras. É a forma perfeita de afundar um negócio que já vem sofrendo drasticamente com a diversidade desses outros canais que nada cobram do consumidor, como sites de desconto, sites das companhias aéreas, sites dos hotéis, entre tantos outros.

A aprovação de uma lei como essa é, acima de tudo, um grande desrespeito com o consumidor que, como sempre, será o mais prejudicado e ficará sem ter a quem recorrer em caso de problemas. Além disso, é um grande tiro no pé do mercado de turismo. É afirmar que as agências nada mais são do que pessoas que acessam a internet e compram aquilo que qualquer um pode fazer, deixando de lado toda a sua expertise no negócio.

Em uma época em que o desempacotando é uma forma mais leve de se viajar, respeitando a vontade e o tempo do viajante, permitindo que ele vivencie o seu destino turístico, também se tornará a forma mais segura, visto que sendo o próprio viajante responsável pela programação e compra de todos os itens da sua viagem, há a garantia de que passagens, hotéis e passeios foram de fato reservados. Não haverá a quem cobrar, mas também não haverão taxas extras por serviço a se pagar.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ai vai a Kombi

Acredito que quase todo mundo já ouviu sobre essa campanha. O "deslançamento" da Kombi ganhou a mídia tradicional, os noticiários e as redes sociais - o que faz dele, pra mim, um dos grandes cases de 2013/2014.

A história começa com uma questão mercadológica: por questões legais obrigatórias a partir de 2014, inclusão de freios ABS e Airbag, a Wolkswagen optou por tirar a Kombi de linha, uma vez que os ajustes necessários exigiram muitas alterações no automóvel, o que a montadora não considerou viável.

Dessa forma, agência e cliente se juntaram para tornar uma simples questão de mercado em uma grande ação de marca. Visto que muitos clientes são apaixonados pela Kombi e que as vendas não diminuíram em todo o período de sua produção, a Volkswagen e a Almap transformaram a saída da Kombi em um case misto que envolveu ações de propaganda, assessoria de imprensa, live marketing e marketing social.


Vai ai a Kombi. 
Em breve, em nenhuma concessionária perto de você

A campanha começou com um anúncio de jornal, chamado de "deslançamento da Kombi". O texto é um brilhante exemplo do trabalho de redação publicitária, com sacadas deliciosas de ler. Com essa "simples" uma página, a campanha chamou a atenção da mídia e, a partir dai, as mídias espontâneas pipocaram.



Pegando carona nesse sucesso todo (que até aqui eu acho que foi um pouco acidental..rsrsr) a Wolkswagen lança a "Last Edition", uma versão especial da Kombi com apenas 600 unidades a R$ 85.000,00 cada uma. Antes mesmo de entrar na linha de produção, todas as unidades já haviam sido vendidas e a Kombi optou por produzir mais 600 para atender a demanda.



Em seguida, a agência lançou um site onde as pessoas poderiam compartilhar as suas histórias com a Kombi. Milhares de histórias foram postadas e as mais emocionantes fizeram parte do testamento da Kombi, onde o veículo deixava os seus últimos desejos antes de partir.



Para fechar, a campanha foi arrematada com um documentário da Kombi cumprindo os seus últimos desejos. Lágrimas nos olhos e compartilhamentos múltiplos foram inevitáveis. O vídeo se tornou viral na internet e não conheço um que não tenha se emocionado. Pra mim, a grande sacada aqui foram os presentes especiais que foram pensados item a item para impactar e emocionar aqueles que receberam e que, na minha humilde opinião de publicitária, terão uma relação eterna com a marca Wolkswagen.



É obvio que esse post não conseguiu dar toda a dimensão do projeto, mas também não era esse o ponto. Minha análise aqui é como a publicidade conseguiu transformar um problema de marketing em uma grande solução de marca. Esse é o exemplo clássico que analisando com carinho um briefing e pensando em soluções inovadoras é possível transformar até o deslançamento de um produto em uma campanha de sucesso.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Bife de Chuchu

Bife de Chuchu - A história da Gaby
Bife de Chuchu - foto do programa Tempero de Família do canal GNT

É claro que não existe exatamente um bife de chuchu e essa receita poderia ser chamada de chuchu empanado sem problemas, mas acho que a maior parte da graça está necessariamente nesse nome que gera a maior curiosidade.

Vi o bife de chuchu no Temperos de Família do GNT, com o Rodrigo Hilbert. Ele, que adora uma comida natureba, criou essa invenção que fui obrigada a experimentar.Comprei um baby chuchu (medo danado disso não ficar bom) que rendeu apenas 5 tirinhas, afinal não queria ficar desperdiçando e tinha certeza que não íamos gostar... bobinha! O negócio é simplesmente fantástico.

Como diria a Fernanda Lima no programa, foi a primeira vez que comi chuchu com vontade na vida. Ao final do jantar lá estávamos eu e o Gil dividindo irmãmente a 5ª fatia, chorando porque a iguaria tinha acabado.

Recomendo a todos testarem essa delícia... acreditem em mim, o sabor é inacreditável. Tá ai o prato perfeito para as crianças começarem a gostar de chuchu.

BIFE DE CHUCHU

Ingredientes:
Chuchu a gosto 
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Ovo e farinha de trigo para empanar
Óleo para fritar

Modo de preparo:
 1) Corte o chuchu pelo comprimento e coloque em uma panela com água fervente para cozinhar. Ele deve ficar ao dente, considerando que ainda vai fritar e, com isso, irá cozinhar um pouco mais.

2) Depois que tirar da panela tempere com sal e pimenta a gosto.

3) Bata um ovo com um pouquinho de sal.

4) Coloque a farinha de trigo em um prato e tempere com um pouquinho de sal (isso garante que a casquinha também ficará saborosa).

5) Passe o chuchu no ovo e depois na farinha. Para garantir uma casquinha bem firme e crocante, passe novamente no ovo e novamente na farinha.

6) Frite em óleo quente.



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Experimentando o Bike GV



Nesse final de semana rolou um programa diferenciado: pedal na Praia de Camburi. Moradora de Vila Velha que sou, para executar essa tarefa experimentei pela primeira vez o Bike GV.

Apenas contextualizando para quem não é da Grande Vitória, o Bike GV faz parte das iniciativas do Governo do Estado em prol da mobilidade urbana. Trata-se de um ônibus que faz a travessia das bikes de Vila Velha a Vitória pela 3ª ponte – local onde as magrelas não podem passar sozinhas devido à altura e aos fortes ventos.

Do ponto "A" ao "B" o percurso foi feito de Bike GV. Do ponto "B" ao "C" só no pedal.
 Introdução feita, vamos à experiência. O passeio começou com o planejamento de horário. Em dias úteis o ônibus sai a cada 30 minutos. No domingo esse intervalo amplia para 45 minutos. Pontualmente o ônibus estava no ponto. Junto com ele várias bikes esperando (incluindo a gente.. rsrsr).

São 17 lugares reservados para magrelas, enquanto os passageiros tem apenas 5 cadeiras. Nada que incomode, pois vai todo mundo em pé mesmo ao lado de suas bikes. É uma turma diferente, que curte a vida alternativa em duas rodas, então fica todo mundo batendo papo, em um clima super descontraído.

O motorista foi muito educado, ajudando as pessoas a colocarem as bikes. Deu bom dia e agradeceu a todos que entravam e saiam. Ganhou nota 10 no meu conceito e me surpreendeu de verdade.

Saímos dentro do horário e, em um dia de ausência completa de trânsito, chegamos à Praça da Ciência em uns 15 minutos – no máximo. Na descida a mesma educação e cordialidade. Tudo isso pelo preço de R$ 1,25. Show de bola.


O passeio durou mais ou menos uma hora e meia, o que é muito para esses ciclistas de primeira viagem. Fizemos todo o percurso da orla de Camburi, terminando o trajeto na ladeira que dá acesso à Vale. Haja coxas para levar a bike até o final do morro. CONQUISTA!!!


Na volta, tudo como planejado. Fizemos o percurso completo até a Praça da Ciência, onde esperamos cerca de 5 minutos pelo ônibus. Mais uma vez ele chegou e saiu pontualmente, deixando a gente no Canal Bigossi em Vila Velha.

De todo, a experiência foi super agradável. O serviço funciona muito bem e conta com uma equipe treinada e atenciosa. Os horários são seguidos rigorosamente e a galera que utiliza esse transporte é super bacana. 

Na minha opinião, apenas o ponto de chegada e partida em Vila Velha deveria ser alterado. No final de semana não tivemos problemas, mas em dia de trânsito o ônibus pega todo o fluxo da entrada da 3ª ponte – o que deve irritar muito os amantes da liberdade que guiam as suas magrelas.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Trânsito: só nos falta civilidade


Imagem do site Vá de Bike.org


Estou multifacetada. De motorista a ciclista, de piloto a pedestre. Me dividindo entre tantas tarefas vou interpretando os personagens desse nosso trânsito caótico. Sendo tantas em uma só posso afirmar que o que nos falta é civilidade.

Falando de forma geral, o que vemos no trânsito é uma mistura muito perigosa entre falta de educação, egocentrismo e uma bela porção de “foda-se”. Assim se comportam todos os agentes que dividem as ruas das nossas cidades todos os dias.

Os motociclistas andam como se o restante do mundo não existisse. Entre um corredor e outro ultrapassam sem sinalização e se enfiam em lugares que, de tão apertados, nem podem ser chamados de gretas. Ultrapassam sinais e desrespeitam basicamente todas as leis de trânsito por alguns minutos de antecedência.

Os pedestres se consideram os donos da rua, inflados com seus reis na barriga que os dão o direito de atravessarem onde querem e como querem. Apesar de todas as campanhas educativas, rua é lugar de passagem e faixa de pedestres é passarela exclusiva, onde se coloca o pé e todo o mundo tem que dar um “pause” momentâneo para que a sua excelência possa atravessar.

Os ciclistas ganharam muitos espaços com suas ciclovias, que são de fato úteis e ótimas para usar, mas ainda são ignoradas por tantos que possuem uma magrela. Entre uma esquina e outra ignoram a convergência dos carros e motos e atravessam a rua como se a prioridade fosse só sua e de mais ninguém. 

E, por fim, sobram os carros. Esses “ex gigantes” do trânsito, que na minha época de criança eram temidos e respeitados por todos, são os que mais tem que se preocupar hoje em dia. Motoristas se aventuram diariamente e tentam, por mais que seja em vão, desenvolver a habilidade de olhar para 60 lados ao mesmo tempo.

Nesse meio, aqueles que assim como eu aprenderam que o seu direito termina quando começa o do outro, sofrem as consequências de ser um agente legal no trânsito. 

São ciclistas em ciclovias que estão lotadas de obstáculos, pessoas andando, cachorro passeando e até moto (eu vi uma essa semana). São motociclistas que andam na faixa correta e, nem assim, são respeitados pelos carros. São pedestres conscientes e utilizam a faixa para atravessar e tomam “corrida” de carro, moto, bicicleta e outros, sem falar nos banhos de poça em dia de chuva. São motoristas que respeitam as leis, mas têm que parar bruscamente a qualquer instante para evitar acidentes. 

A vida no trânsito seria bem mais simples se houvesse apenas civilidade, ou seja, a preocupação com a convivência em conjunto. Bastava que a moto seguisse seu caminho a menos de 80 km/h, que o ciclista andasse na ciclovia e olhasse para o lado antes de entrar nas ruas, que o pedestre indicasse a intenção de atravessar e esperasse a parada dos veículos e que o carro respeitasse a todos os outros e fosse respeitado.

A tão básica educação... é uma pena que ela está tão rara hoje em dia.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Projeto Julia Petit 2014

Pra quem não conhece, a Julia Petit é uma blogueira maravilhosa, sem falar em uma ótima apresentadora. Ela é responsável pelo site Petiscos, que fala sobre moda, beleza e comportamento. O que mais adoro nela são os tutoriais de cabelo e maquiagem, atualizados semanalmente no canal do Petiscos no Youtube.

Currículo apresentado, vamos aos fatos. A Julia Petit está com 40 anos e há pouco tempo atrás fez uma campanha de lingerie que deixou muita garotinha de 20 no chinelo:


Diante dessa imagem a pobre mortal que escreve esse blog se juntou a alguns amigos e criamos o projeto "Julia Petit 2014", ou seja, vamos trabalhar arduamente durante esse ano para conquistar esse "corpicho".

Dietinha na área e muito pedal são os planos iniciais. Janeiro terminou com um quilo a menos e fevereiro promete muito mais. O projeto faz parte do objetivo geral de ser mais saudável, então a determinação para cumpri-lo está lá em cima. Quem sabe não rola um antes e depois no final do ano...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"Não seria eu"

Música chiclete do dia que tem ido muito além de só repetir na minha cabeça.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Refúgio

É impressionante o quanto algumas músicas conseguem traduzir aquilo que, por mais que a gente explique, não encontra as palavras certas para dizer tudo o que queremos. Hoje dedico essas palavras "inalcançáveis" a pessoa mais importante da minha vida: minha mãe.


Refúgio
Sandy

Quando é difícil respirar
Quando é difícil descansar
Da insanidade, do perigo de crer
Do perigo de viver, eu me refugio

Dentro do teu olhar
No abraço quente
Que eu só posso encontrar
No teu olhar que me acalma sempre
E me salva de mim

Quando a certeza duvidar
Quando a luz não clarear
Na hostilidade, na cegueira de crer
Na ausência de viver, eu me refugio

Dentro do teu olhar
No abraço quente
Que eu só posso encontrar
No teu olhar que me acalma sempre
E me salva de mim


E se a tempestade não avisar
E se eu me perder nas curvas
Só existe um lugar seguro
Só há um lugar pra onde voltar
E é dentro do teu olhar...
O abraço quente que é o teu olhar
No teu olhar que me acalma sempre
E me salva de mim



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Livros do ano - 2014

O projeto "Livros do Ano" continua em 2014 e, apesar de hoje ser o primeiro dia do ano, já tenho um título para postar.


NÃO CONTE A NINGUÉM
Harlan Coben
A história do Dr. Back começa quando sua esposa é sequestrada e assassinada. Após 8 anos o caso é reaberto pela polícia e uma série de novas evidências levam a suspeita do assassinato para o marido da vítima. A partir dai, a verdade é revelada e o Dr. Back passa de um médico tranquilo a fugitivo da polícia e caçador de indícios.

É um daqueles romances policiais deliciosos de se ler. Devorei o livro de 250 páginas em apenas 2 dias, o que mostra o quanto a história é bem amarrada e cativante. O final é divino e surpreende até a última letra.

Nota: 10,0
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