terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Quero pra mim - Tudo de bom

Rolou um mega momento inspiração que não deu para não registrar no blog. Estava buscando algumas referências de criatividaede quando esbarrei em um perfil no Facebook que é lotado de inspirações. Separei algumas para a inauguração da cozinha e outras para uma futura (bota futura nisso) reforma do quarto.

COZINHA MAIS QUE CRIATIVA


Árvore de queijo
Árvore de morangos


Corações de tomate cereja

Gelos decorados
Moranguinhos de papai noel

Receitas

IDÉIAS GENIAIS PARA O QUARTO

 
Cama suspensa 1


Prateleira inteligente

Cantinho de leitura

Cama suspensa 2



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Reflexão dos 28

"Cansei de pensar demais
E os erros meus
Não são iguais aos erros
Que deixei pra trás
E aqueles velhos medos
Não assustam mais"

E são com os versos da Sandy que eu faço a reflexão desse final de mês de aniversário. Nunca estamos velhos suficientes para dizer que não aprendemos coisas novas todos os dias. A vantagem da experiência e o benefício do amadurecimento é poder garantir que os erros já não são mais os mesmos. Parar de errar é inevitável... erar em coisas novas é uma dádiva.

O maior aprendizado fica pela descoberta de que o medo passou, que o momento é outro e a forma de enxergar a vida é muito mais clara e cristalina, principalmente quando temos o privilégio de encontrar a fonte do que nos assusta.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

"Dumb Ways to Die"



Fazendo minhas típicas pesquisas pelo mundo publicitário, encontrei ontem uma das propagandas mais intrigantes que já vi em toda a minha carreira. Trata-se da campanha “Dumb ways to die”, que em tradução para o português significa “Jeitos idiotas de se morrer”.

Não, você não leu errado. Estamos falando mesmo de uma campanha publicitária que mostra jeitos muito imbecis de acabar com a própria vida. Entretanto, ao invés de ser algo repulsivo, o vídeo é impressionante e dá vontade de assistir um milhão de vezes. Antes de falar sobre ele, recomendo que assistam e curtam essa que é, na minha opinião, umas das ações mais ousadas dentro da publicidade.



A campanha foi desenvolvida para o Metrô de Melbourne na Austrália e tem como objetivo conscientizar a população local dos perigos de acidentes em volta das linhas férreas. Analisando só por ai, a estratégia já seria perfeita, pois o vídeo consegue passar uma mensagem muito séria de uma maneira completamente lúdica e divertida, fazendo com que as pessoas prestem atenção e assimilem o seu conteúdo.

Ao mostrar o material ao meu marido ele fez um excelente comentário de quem não é publicitário: sim, muito legal, mas deu resultado? Com essa pulga atrás da orelha fui pesquisar, e fiquei ainda mais impressionada com a campanha.

A estratégia de comunicação estabelecida foi mesmo utilizar a internet para viralizar o material. Há um site da campanha muito bem estruturado e que tem a mesma linguagem divertida, mas educativa, do VT. Além disso, há os canais nas redes sociais – onde o Youtube lidera a ação. E, para a minha grande surpresa e muita satisfação, eles lançaram o hit no iTunes e disponibilizaram o download do MP3 pegando carona em uma das capas de disco mais famosas do mundo. Maior adequação, impossível.



Não encontrei ao certo o resultado do case, até porque ele foi lançado há apenas 1 semana. Entretanto, dá para dizer que o sucesso é impressionante. Já são mais de 26 milhões de visualizações do vídeo no canal oficial, sem falar nas versões legendadas e troladas que estão rolando na internet.

De forma geral, a ação me lembrou muito um daqueles filmes que assistimos na faculdade. Em “Crazy People”, um publicitário tem uma crise e é internado em um manicômio, onde descobre uma nova forma de fazer propaganda: falando a verdade. É com mensagens verdadeiras e chocantes que eles convencem o consumidor e criam uma nova tendência mundial, onde a propaganda foca no que é real, sendo bom ou não.

Esse é o caso de “Dumb Ways to Die” – impactar mostrando a realidade do que pode acontecer a quem desrespeita as leis de segurança. O grande ponto de sucesso aqui é conseguir fazer isso de uma forma tão lúdica que as pessoas simplesmente adoram ao invés de odiar. 

E, concluindo com mais um comentário do maridão, é uma pena que um material desses não tenha sido feito no Brasil. Infelizmente, não acredito que nossa população estaria preparada para ver algo assim na TV aberta e tenho certeza que muitas ONGs iriam tirar o material do ar em segundos por “chocar demais”, ou ter “linguagem inapropriada para crianças”.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

As boas merecem ser celebradas

Apesar do momento Jura?! (que muito me diverte) eu sou fã mesmo é de boa propaganda. Hoje a minha semana começou inspiradora com esse vídeo de uma agência para divulgar o que é a propaganda... em uma palavra: MARAVILHOSO.

Publicidade tem receita? from Bistrô on Vimeo.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

E é assim


“A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega no momento em que eu queria ver...”.

Não sei se é a crise dos 30 chegando com certa antecedência, ou se é simplesmente a vida que está andando rápido demais, mas essa é a frase que me define nesse final de 2012.

Essa ainda não é uma reflexão do ano, mas sinto que nesses últimos tempos tenho sido levada pela maré, sem parar por um segundo para perguntar se é isso mesmo que quero e, por isso, tenho empregado energia demais fazendo o que os outros esperam de mim – e não o que eu realmente gostaria de fazer.

Investi meses da minha vida malhando a barriguinha para não obter resultado algum. Li diversos livros que não me levaram a “lugares distantes, com duelo de espadas”, mas sim que só serviram para enfatizar que a minha memória é péssima e que nem ao menos consegui gravar seus títulos – que dirá seu conteúdo.

Tentei começar um novo negócio, daqueles que dão prazer do início ao fim. Uma experiência legal, fazer o que gosto muito só para variar, entretanto a experiência de anos com os números me mostrou que esse novo hobby me dava tanto lucro quando ficar deitada lendo livro.

Passei horas e horas discutindo relações que, ao final, continuam sem solução do mesmo jeito que estavam antes de tanto blá, blá, blá. É como ver um barquinho ser levado pela correnteza para a margem errada do rio e não conseguirmos alcançar a cordinha que o trará para o lado correto.

E assim, os assuntos pendentes continuam a consumir essa minha cabeça. O que fazer, o que dizer, pra quem dizer são apenas algumas das perguntas que permeiam as minhas intermináveis noites de insônia. Como certeza para tantas dúvidas fica apenas a sabedoria que todas as respostas estão dentro de mim... eu só não tomei coragem ainda para dizê-las em voz alta.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Errar é humano

Nessa semana eu completo mais um ano de vida. Serão 28 ao todo e só hoje, 13 anos depois de iniciar a minha jornada de trabalho, consegui enfim aprender uma das lições mais importantes da minha vida profissional: não sou perfeita e, acima de tudo, não sou a única a errar.

Entreguei hoje um dos trabalhos mais importantes que já fiz. Não só pela relevância do mesmo, mas principalmente pelo critério e criticidade exigidos. Foram duas semanas insanas de preocupação ao extremo, com direito a noites sem dormir, conferindo e reconferindo o material para ter certeza de que tudo estava a contento.

Como sempre acontece nesses casos, a angústia me consumiu. Fiquei muito preocupada se estava seguindo todos os passos e, para variar, me cobrei ao extremo de chegar à perfeição que só existe na minha cabeça.Entretanto, ao entregar o material hoje e compará-lo ao de outras empresas, vi que meu trabalho foi muito bem feito. Se foi perfeito ao ponto de não ter observações negativas eu não posso dizer, entretanto encontrei problemas em todos os outros materiais – o que mostra que se errei não fui a única.

Finalizo esse dia com muito mais do que apenas a sensação de dever cumprido. Tiro das costas uns 70 quilos de preocupação e levo comigo um aprendizado que, a partir de hoje, fará parte de todas as minhas ações. Errar é humano, aprender com os erros é essencial e não se martirizar por tê-los cometido é primordial para uma vida saudável.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Menos que um outdoor



Dizemos na propaganda que o público tem 8 segundos para ler um outdoor. Por isso, sua mensagem precisa ser rápida, direta e, preferencialmente, muito criativa para ser considerada. Até pouco tempo atrás, eu achava essa uma das missões mais difíceis das campanhas publicitárias, até conhecer o vídeo no youtube.

Tudo bem, ele pode ter o tempo que for preciso, mas sua “margem de corte” é de apenas 5 segundos antes que o usuário clique em PULAR ANÚNCIO e ir direto para o que o Youtube se propõe: entretenimento.

Outro dia desses postei nas redes sociais algo do tipo “quem odeia propaganda no Youtube \o/”. Meus amigos logo aderiram e foram comigo. Com todos que comento recebo a mesma resposta: eu odeio!!!!!

Entretanto, como publicitária, ainda não chego a achar que a estratégia do espaço de mídia seja ruim. Assim como muitos outdoors que vemos por ai, acredito apenas que ele é mal aproveitado. Como muitas outras mídias, o vídeo do Youtube pede uma produção especial, pensada para ele – e não com uma reprodução barata do VT que foi para a televisão. Dá pra fazer? É claro que sim.

Infelizmente só me lembro de um exemplo, mas que vale por mil. Na campanha em 3D da Vivo eles fizeram o personagem principal conversar com o usuário durante os 5 segundos e a cara que ele faz quando você diz que vai pular o anúncio é a melhor. Deu vontade de voltar a propaganda e assistir até o final (tentei achar para colocar aqui, mas não rolou).

Enquanto outras como essa não aparecem eu continuo clicando no PULAR ANÚNCIO...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Muita inovação em uma novela só




Já falei algumas vezes aqui no blog que sou mesmo noveleira. Esse ano tive a oportunidade de acompanhar um folhetim não só pelo prisma de telespectadora, mas com aquele olhar crítico de publicitária que fica doida ao ver ferramentas de comunicação sendo trabalhadas de forma inovadora e, principalmente, voltadas para atender ao principal interessado: o cliente.

Publiquei no blog da Prósper, agência onde trabalho, um texto ótimo falando sobre como a novela "Cheias de Charme" foi uma inovação nesse mercado. Tenho certeza que ela será lembrada na história da comunicação e servirá de case para muitos cursos que ainda estão por vir.

Não deixem de passar lá e conferir o artigo "Cheias de Charme e cheias de inovação".

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Voltando para minha eterna solidão


Ao chegar o fim do dia sinto que o tempo está mesmo se acabando. A partir de amanhã retorno para a minha angustiante realidade, onde a rotina irá consumir minuto a minuto cada pedaço de mim.

Deixo para trás os meus dias completos de atividades, alegrias e satisfações e volto para a árdua tarefa de fazer unhas, depilar pernas e pagar contas. Tenho que enfrentar novamente trânsito pesado, motoristas deselegantes e mau atendimento no comércio.

As conversas voltam a ser as mesmas e logo mais as lembranças dos dias ensolarados serão apenas recordações distantes. Mais uma vez terei longos diálogos comigo mesma por falta de com quem conversar. As tardes serão intermináveis e as noites cheias de compromissos que não quero cumprir.

Volto a ser eu mesma com a àquela que considero a mais difícil tarefa que sempre enfrentei: preencher esse imenso vazio que há em mim.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Guia de Gramado a parte: Garfo e Bombacha

Garfo e Bombacha - A História da Gaby
Show típico da Noite Gaúcha

Como eu disse no post anterior, dois estabelecimentos mereceram posts a parte aqui no blog. Um deles é a Churrascaria Garfo e Bombacha. Conhecida por apresentar um show típico de danças gaúchas, a churrascaria é famosa e parte obrigatória do roteiro dos turistas que vão a Gramado.

Comprei essa atração através da agência "Jardineira", pois o valor é praticamente o mesmo que direto na churrascaria e ainda oferecem o transporte e uma excelente localização - ficamos bem em frente ao palco. Logo na compra fomos informados que o valor era de R$ 95,00 por pessoa (MEGA SALGADO) e que as bebidas não estavam inclusas, mas "a melhor parte" só nos foi informada no caminho do passeio.

Dentro da van tivemos a incrível surpresa de que a churrascaria, diferente do óbvio para um estabelecimento desse tipo, não era a rodízio, mas sim um buffet onde cada pessoa se levanta para servir o jantar. Nesse momento meu cérebro simplesmente pensou: estou sendo roubada!!!!!! Pagar R$ 95,00 para um buffet livre onde vou ter que levantar toda vez que quiser comer é um absurdo.

Aumentando a surpresa, a única comida que vinha na mesa era uma sopa de capelete - servida antes do buffet de churrasco. Para bom entendedor, lê-se "linguicinha de início de churrasco para encher todo mundo antes de servir a picanha".

Chegando à churrascaria, ainda conseguimos ser surpreendidos mais uma vez: haviam aproximadamente umas 500 pessoas no salão... traduzindo essa informação, são 500 pessoas em pé se movimentando de um lado para o outro para buscar a comida no buffet. Eu nem preciso dizer o tamanho da fila.... 

Depois de encarar a maratona para comer, chego no buffet e encontro comidas diversas, bem longe do que eu esperava. Fui direto ao churrasco e mais uma decepção: as carnes não são servidas no espeto. Elas ficam todas jogadas dentro de um recipiente, onde perdem todo o seu suco e, principalmente, o seu calor.

Foi com entrar em um restaurante self service e comer comida fria e de terceira. É evidente que nem a carne do sul consegue ficar gostosa desse jeito. O churrasco estava muito sem graça e, obviamente, não dava vontade de levantar para pegar outro prato.

R$ 95,00 por esse prato de comida (não tive coragem de pegar a fila novamente para comer mais)
Para somar a isso, durante o espetáculo as luzes são apagadas diversas vezes, o que te impede de andar pelo salão e de comer, pois não dá para ver nada. Para aumentar ainda mais essa equação, cada refrigerante (garrafinha de 290ml) custa R$ 3,50... um valor absurdo até para turista que está disposto a gastar dinheiro.

Trabalho diretamente com gestão e, diferente da maioria, sou uma das poucas que vê tantos detalhes como esses em uma viagem de passeio. Fazendo uma conta muito rápida, ao fim de uma noite de alta temporada, a churrascaria lucra cerca de R$ 70.000,00 só de jantar. Isso tudo para servir aos seus clientes em prol apenas da sua própria gestão, pois em momento algum senti que havia no serviço oferecido algum cuidado com quem estava pagando. 

Deixo à parte dessa minha crítica o show e seus bailarinos, pois esses sim eram os únicos que estavam lá com o propósito correto: entregar aos turistas o melhor da cultura gaúcha. O show em si é muito bonito e confesso que não me sentiria lesada se tivesse pagando por ele - e não por uma churrascaria. 

Também quero enfatizar que meu objetivo não é fazer com que os turistas deixem de visitar a casa. Nosso papel enquanto viajantes é mesmo fazer aqueles passeios que nem sempre combinam com a gente, mas que são ideais para conhecermos a cultura local. Só quero que as pessoas saibam onde estão indo e o que as espera por lá - diferente do que aconteceu comigo.
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