quinta-feira, 17 de maio de 2012

Doação de órgãos

Quando eu era bem pequena a minha mãe me explicou o que era doação de órgãos. Naquela época isso não era assunto tratado em público e permanecia como um tabu. Apenas pessoas mais instruídas e que tinham algum tipo de engajamento falavam sobre e o número de doadores era imensamente menor do que é hoje.

Ela era doadora de córneas, um dos órgãos mais sensíveis quando se fala de doação com uma família, e me colocou a parte do que era isso para poder ter a sua vontade de ajudar as pessoas respeitada, caso viesse a falecer e essa decisão fosse minha.

Anos depois a doação de órgãos passou a ser um assunto discutido entre as pessoas. Virou campanha de TV e tivemos uma grande mobilização nacional para que as pessoas se declarassem ou não doadoras em suas carteiras de identidade.

Na minha opinião a vontade de quem parte deve ser respeitada, seja ela qual for, mas pelo que sei quem dá a palavra final hoje é quem fica, portanto de nada adianta você querer doar se não conversar sobre isso com a sua família e fazer com que eles entendam a importância desse ato - que para mim é constituído do mais puro amor ao próximo.

Hoje recebi via Facebook a indicação de uma amiga para uma ação fantástica de propaganda - esse vídeo abaixo. De forma simples e objetiva, a ação coloca a todos no lugar de quem espera por um transplante. É impressionante quando podemos enxergar a vida por um outro prisma e sempre que uma propaganda faz isso com alguém eu bato palmas para comemorar não só a idéia brilhante, mas também a estratégia acertiva que dá o retorno esperado ao cliente.


Ao fim do texto, concluo com o óbvio. Sou doadora de órgãos convicta há anos e já instrui todos a minha volta que o que de mim puder ser tirado para salvar outra vida eu entrego de bom grado.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Autismo digital - agora ilustrado

Há algum tempo atrás eu postei um texto do maridão falando sobre autismo digital. Hoje recebi a recomendação de assistir ao vídeo abaixo, que tem tudo a ver com o assunto.

Acho que está na hora de comandarmos os nossos smartphones - e não sermos comandados por eles. Fica ai a dica...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Quero pra mim - cabide de sapatos

Gente, achei essa belezura na página do Get Shape no Facebook e me apaixonei. Já está registrado como super ideia para o projeto do closet lá de casa.


domingo, 13 de maio de 2012

Figura paterna


Enquanto criança isso me fez muita falta. Naquela época o número de casais separados era muito pequeno, então todas as minhas amigas tinham um pai para apresentar na escola – e eu me escondia no fundo da sala rezando para a professora não me chamar para apresentar o meu.

Quando fui crescendo algumas figuras masculinas passaram pela minha vida, mas nunca consegui considerá-los como pai. Não que eu não quisesse, mas simplesmente parecia que essa figura não deveria fazer parte da minha vida... como se isso não me pertencesse.

Aos 16 anos eu perdi meu pai biológico. Ele faleceu em um grave acidente de carro e esse foi o momento da verdade para mim. Com a morte dele descobri que aquela necessidade da figura paterna havia passado e que o acontecimento em nada me abalava. Não é frieza da minha parte, mas aquela pessoa era um estranho para mim.

Desde então eu aceitei que a minha história se resumia a mim e a minha mãe e parei de procurar um pai nos namorados dela e nos pais das minhas amigas. Ela supriu todas as minhas necessidades e a partir do momento em que não precisei mais de um pai essa figura não me fez mais falta.

Alguns anos depois disso minha mãe conheceu uma pessoa muito legal. Um cara bacana que eu levei muito tempo para reconhecer. Como disse, eu tinha aceitado a vivência sem esse “pai”, então não queria ninguém nesse papel mais. Foi uma época bem complicada, onde briguei muito com o meu ciúme e o meu sentimento de posse.

Demoramos muito para nos encontrar, apesar dele já morar na minha casa há algum tempo. Custei a reconhecer que aquela pessoa era diferente e que gostava de mim de uma forma muito especial – forma essa que eu nunca havia sentido.

Com o tempo as minhas barreiras foram caindo e, quando eu já não poderia mais imaginar, essa figura paterna entrou na minha vida. Ele é para mim como um anjo da guarda. Me cuida, me dá carinho e muito luxinho. Nosso relacionamento é sólido e tenho por ele um amor muito forte e verdadeiro.

Infelizmente a idade não me permite mais chamá-lo de pai, afinal seria um tanto quanto ridículo nessa altura do campeonato. Entretanto, ele virou carinhosamente o meu “paixinho” e ocupa em meu coração esse espaço que por tanto tempo esteve vago e que para mim já havia morrido por tanto descaso.

No caso de algum dia ele passar por aqui, gostaria de dizer que o amo demais e quero agradecer por tudo o que tem feito por mim. Desde os carinhos, até a quebração de galho. Do amor a minha mãe, a amizade que tem com o meu marido. Thi, gostaria muito que você soubesse que a sua presença é essencial nessa família.


sábado, 5 de maio de 2012

Onde a vida me trouxe


Será que são todas as pessoas que se questionam onde a vida os levou? Usualmente acordo e me deito com essa pergunta na cabeça. Qual é o objetivo de tudo e, principalmente, será que os caminhos fazem sentido?

Não acredito em destino – aquela história em que tudo na nossa vida está traçado e que não podemos fazer nada de diferente do que já foi determinado. Também não acredito na força de Deus em guiar nossos caminhos. Odeio pensar que tudo o que acontece comigo foi porque “Deus quis” e fica por isso mesmo.

Entretanto, acredito na força do universo e que é ela que, às vezes, nos coloca em certas posições. Tenho para mim que algumas coisas estão pré determinadas, mas que o caminho até elas pertence ao livre arbítrio. Pode-se chegar lá de forma fácil, ou a jornada pode ser mais espinhosa. Entretanto, o final será o mesmo.

Há momentos na minha vida em que esse questionamento se torna muito mais persistente. Nesses momentos eu gostaria de ser outra pessoa. Ter uma personalidade mais forte, ir além de quem eu sou para mudar aquilo que me incomoda.

Queria poder ir além e desafiar o meu próprio medo e fazer com que a minha vida valesse a pena. Gostaria muito de lutar por algo, acreditar em algo e viver por isso. Não precisava ser uma causa para salvar o mundo... eu ficaria feliz por me descobrir uma ótima dona de casa e viver assim para sempre.

domingo, 29 de abril de 2012

A vida, essa sim é uma caixinha de surpresas...

Resolvi hoje resgatar um antigo meme da internet para falar da vida. Muitos amigos acompanharam via Facebook os acontecimentos recentes da minha humilde existência e saberão do que estou falando. 

Não quero aqui me ater aos fatos – uma vez que todos eles são muito dolorosos e levam a minha memória a funcionar maravilhosamente ao lembrar de momentos que não são assim os mais agradáveis. Quero falar sim da minha reflexão a respeito de todo esse fato. 

Nos últimos dias perdi todas as COISAS que eram importantes para mim. Elas me foram tiradas em uma única tacada. Entre diversos bens materiais, minha grande perda foram alguns bens sentimentais que jamais serão “recomprados”. Esses me farão uma falta enorme e é por eles que choro e lamento. 

Em relação aos bens materiais que são compráveis, reavivei meu incrível desapego. É impressionante a minha capacidade de não me importar com as coisas. Não que elas não farão falta, mas no fim das contas representam apenas dinheiro. 

Há muito tempo atrás aprendi a não me apegar naquilo que o dinheiro pode comprar. O nosso mundo não nos permite ter mais nada, uma vez que qualquer vagabundo pode vir e tirar tudo de você sem muito esforço. Me desliguei completamente e aprendi a não gostar de nada... apenas ter. Enquanto foi assim, nada me foi tirado. 

Entretanto, nesses últimos tempos, voltei a ter um apego sentimental às coisas. Passei a gostar novamente das minhas conquistas, exibi-las por onde fosse e falar delas com certo orgulho. E tá ai o meu erro... voltei a querer as coisas e gostar delas e, como sempre que me comporto dessa forma, elas se vão. 

Após o acontecido, volto a colocar os meus pés no chão e, mais uma vez, tomo uma virada da vida para aprender que nada que conquistamos é nosso para sempre. Foi preciso levar uma “lambada” para me desapegar novamente e entender que gostar é apenas um problema para quando se perde. 

Quanto às perdas sentimentais, nada posso fazer. Tenho apenas que dar adeus a figurinhas que estavam na minha história há mais de vinte anos. Já em relação às perdas materiais, uso o exemplo do famoso “Joseph Climber” para seguir a minha vida.

terça-feira, 17 de abril de 2012

"5 anos mudaram tudo"

Tive acesso a esse vídeo através de uma postagem da Prósper Comunicação em sua página no Facebook. O conteúdo desse material é simplesmente incrível, então achei que dar apenas um "compartilhar" e dizer que gostei através de um "curtir" seria muito pouco.

O vídeo fala sobre todas as transformações que a internet nos proporcionou nos últimos anos. Não estamos falando apenas de novas plataformas ou novos modelos de trabalho. Essa é uma transformação na forma de pensar, agir e se relacionar, pois somos outras pessoas depois do online.

Considero esse material um item obrigatório para qualquer publicitário que está buscando entender o novo cenário do nosso mercado.

Bom vídeo para vocês

quinta-feira, 12 de abril de 2012

OMO Acelerador

E propaganda boa também tem muito espaço nesse blog. Estava lendo os meus queridinhos na internet hoje e encontrei no Blog do Crespo um post sobre o comercial do novo OMO Acelerador.O Filipe, dono do blog, é um mídia de carreira e explicou muito bem como foi o processo de compra desse material, o que me deixou ainda mais encantada com a propaganda.

A mecânica da campanha foi acelerar o break comercial para mostrar que é exatamente assim que o novo produto funciona - acelerando a sua lavagem. Esse VT entrou em um break exclusivo, ou seja, apenas ele foi exibido durante o comercial do programa, o que de fato deu a sensação de terem acelerado todos os comerciais.

Esse é um daqueles cases maravilhosos de mídia que merecem ser apresentados na faculdade. Imagino que tenha sido uma estratégia criada em conjunto pela criação e mídia, onde a parceria foi um casamento muito bem sucedido, pois sem essa estratégia de mídia a criação seria apenas mais uma e, em contra partida, sem essa criação seria apenas uma estratégia para se gastar muito dinheiro em veiculação.

Não viu o VT no ar ainda? Pelo menos dá para ter um gostinho assistindo ao material pela internet (apesar de que a grande graça é mesmo ver na TV)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Jura?!

Na coluna Jura?! de hoje eu trouxe uma peça que pode gerar controvérsias se está ou não clara em sua comunicação.

Dia desses estava passando de carro por vários locais da Grande Vitória e reparei em um outdoor da Policard. A mídia estava muito bem feita, pois vi muitas placas posicionadas em excelentes regiões, como Reta da Penha, Dante Micheline e BR 101.

Entretanto, o momento Jura?! delas fica a cargo da mensagem comunicada. "Peça já o seu Policard. O cartão amigo da família". Sinceramente, olhei para essa frase e ela não me disse absolutamente nada. O que é o Policard? Para que ele é usado? E, principalmente, por que ele é o amigo da família?

Conversando com algumas pessoas ontem sobre esse outdoor eles me disseram que houve uma campanha de TV com um tal de "cara de tacho", onde há destaque para a participação de Regina Duarte. Como não vi esse VT, posso estar deliberando demais sobre uma peça avulsa de uma campanha.

Contudo, como só fui impactada pelo próprio outdoor, me sinto no "direito" de falar sobre ele. O outdoor é uma peça chave em campanha... se a mensagem estiver adequada. Não adianta utilizar esse meio para ser subjetivo. Um outdoor tem que ter fácil leitura e ser compreendido de primeira.

Mais uma vez deixo abaixo a peça para a avaliação de quem por aqui passa. Peguei uma imagem da peça para melhor visualização e também deixei um checking do outdoor para ilustrar exatamente a comunicação pela qual fui impactada.



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Autismo digital


Inspirado por esse meu espaço, o maridão quis dar uma de blogueiro e mandar a sua opinião sobre algo que concordamos: o autismo digital. Sendo assim, abro hoje o espaço para um texto que não é meu, mas que concordo plenamente.
_______________________________________________________________________

AUTISMO DIGITAL
Ao almoçar com um amigo, percebemos uma situação inusitada: quatro rapazes estavam sentados a mesa no restaurante almoçando, todos com seus telefones com padrão Smartphone, que numa tradução simplista do inglês seria “telefone inteligente”, conectados a Internet e acessando redes sociais. Até ai, nada de mais! Eu e meu prezado amigo estávamos conversando sobre pescaria, hoby dos dois, e da mesa dos quatro rapazes não escutamos uma única palavra durante os trinta minutos que estes estiveram almoçando.
Que as ferramentas que a humanidade tem utilizado para se comunicar sofram grandes modificações nos últimos anos não é nenhuma novidade. De uma forma geral todas as novas ferramentas de comunicação estão pautadas na Rede Mundial de Computadores, a Internet, que teve “surgimento” em plena Guerra Fria, com objetivos militares, nas décadas de 1970 e 1980. Além de ser utilizada para fins militares, a Internet passou a ser um meio de comunicação acadêmico chegando ao inicio de sua popularização em meados de 1990. Hoje a Internet esta presente em todos os lugares e é acessada dos mais variados dispositivos, sendo o celular atualmente uma das formas mais utilizadas.
Após esta fala sobre a Internet, retorno ao quatro rapazes. Minha querida esposa falou certo dia que quem possui um Smartphone é uma “autista”. Quando escutei este termo acrescentei ao mesmo “digital”. Do dicionário do Aurélio, ou melhor, como estamos falando de Internet e comunicação, da Wikipédia é possível ver que a pessoa autista é caracterizada por possuir anormalidades generalizadas de interação social e de comunicação, e por gama de interesses muito restrita e comportamento altamente repetitivo.
Os quaro rapazes podem ser classificados como “Autistas Digitais”, pois notoriamente estavam juntos a mesa, mas em situações totalmente diferentes, a não ser pelo uso da ferramente de comunicação “rede social”, e não me estranharia se eles estivem se comunicando entre si pela rede, apesar de estarem um ao lado do outro.
Será que esta forma de comunicação digital é uma evolução? Penso que não! Mas começo a me preocupar com isso realmente. Da próxima vez que você estiver em um grupo de amigos, dê uma olhada se não tem um elemento “isolado” no mesmo, você verá sempre que há.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...