domingo, 27 de março de 2011

Naqueles dias

Cara, larguei completamente o blog de lado... pois é, estou em mais um daqueles dias em que tudo me deixa mega cansada e acabo não tendo ânimo nenhum para vir para o blog.

De qualquer forma, não tem muita coisa acontecendo. Aliás, para ser sincera até há. Existem duas coisas maravilhosas acontecendo nesse momento, mas infelizmente não posso comentar nenhuma delas. Uma é super secreta mesmo e a outra envolve pessoas que odeiam estar na internet, portanto vou respeitar a sua intimidade.

Fora isso a vida continua resumida a trabalhar e cuidar de casa, além de ter que ouvir o maridão me perguntar por que eu não arrumo um hobby. Confesso que continuo tentando, mas tudo o que gosto de fazer custa muito caro ou está fora dos meus horários possíveis.

Um detalhe sobre esses dias: o maridão está de dieta, portanto o projeto de 1 receita do livro "Dona Benta" por semana foi suspenso por tempo indeterminado... não dá para matar o pobre de vontade....

sexta-feira, 4 de março de 2011

Minha primeira experiência

Ontem eu utilizei o meu primeiro cupom de sites de compra coletiva. Foi uma experiência bem diferente e, nesse caso, muito boa.

O cupom foi comprado pelo Clickon (http://www.clickon.com.br/) para uma pizza grande na Paiol Pizzaria. Eu já havia visto a pizzaria, que é nova e fica em Coqueiral de Itaparica, e tinha gostado muito do lugar. Queria conhecer e aproveitei a oferta para isso. Comprei o cupom com 50% de desconto (real) para uma pizza grande. Era possível escolher entre 4 sabores e eu fiquei com a famosa calabresa.

Bom, o ambiente da pizzaria é maravilhoso. Tinha uma música ao vivo e uma iluminação perfeita. Começamos a noite com uma entrada de massa fina com alho e parmesão - simplesmente deliciosa. O refri estava gelado na medida. Em seguida chegou a pizza que também é muito boa.

A conta ficou totalmente dentro do desejável. Eu já havia pagado R$ 14,00 pela pizza no site e paguei mais R$ 30.00 pelo restante. A nota especificou a conta do site. Fomos extremamente bem atendidos e saímos muito satisfeitos.

Eu sei que isso não acontece com todos os cupons de compra em grupo, mas no meu caso a pizzaria ganhou mais um cliente, principalmente por ter tratado tão bem um cliente que estava pagando bem menos que os outros.

terça-feira, 1 de março de 2011

O fim dos 30”

Muito se discute no cenário de mídia sobre a morte do famoso formato 30”. Considerado o formato padrão para mídias eletrônicas, o material de 30” tem espaço cativo nos planejamentos de mídia da maior parte das agência e é uma instituição construída e reconhecida pelo cliente que compra comunicação e mídia.

Entretanto, reparamos ao longo dos anos que o consumo do material de 30” por parte de ouvintes e telespectadores tem se alterado. Quando não existia o controle remoto ou o dial digital as pessoas eram “obrigadas” a se manterem no mesmo canal. Elas assistiam ao comercial com a mesma intensidade com que assistiam a programação. Era inaceitável mudar de canal no horário da novela das 8, pois por alguns segundos podia-se perder o retorno do bloco e a solução daquele mistério que sempre começa antes do comercial e termina depois dele.

Nos últimos tempos zapiar se tornou um verbo cada vez mais utilizado e é prática normal quando estamos assistindo a uma programação. Enquanto estamos dentro do editorial, permanecemos fieis àquela emissora. Assim que entram os breaks comerciais, mudamos de canal diversas vezes, buscando por assuntos de interesse ou por programas que possam preencher a lacuna de 3’ de espera. Ficou muito fácil, pois é só apertar alguns botões e, sem perda de tempo, se volta ao canal desejado.

Diante desse cenário, passou-se a discutir e a utilizar o merchandising. Composto de ações dentro do editorial dos programas, o merchandising é uma solução prática e muito adequada para passar mensagens publicitárias enquanto o programa está no ar. Com esse formato é possível ligar o editorial do programa aos valores do produto e utilizar a credibilidade do apresentador ou do cenário como ponto forte para estabelecer a mensagem e a campanha publicitária.

Cada vez mais há a pressão por parte do mercado e por parte dos profissionais influentes da comunicação que não se use o formato 30”. Cada vez mais é solicitado que a mídia pense em formas de envolver o público, de gerar valor de branding e interatividade com a marca. É uma cobrança para um deslocamento do “quadrado”, da forma geométrica que é, a princípio de tudo uma forma, ou seja, feita do mesmo jeito por várias pessoas.

Em contra partida a essa pressão encontramos alguns pontos desfavoráveis para a implementação desses novos planos de mídia:

1) Em primeiro lugar temos a barreira do conhecimento. A maior parte dos clientes não entende de marketing e não compreende a importância de um trabalho de merchandising e como ele pode ser um aliado na comunicação.

2) Em segundo temos a própria legislação e criação das peças, que tornam muito claras as ações de publicidade, tornando os merchans muitas vezes massantes e amplamente comerciais – o que tira todo o seu propósito de ser “desproposital” por parte dos personagens do programa ou apresentadores.

3) Em terceiro, os merchans são produtos diferenciados e, por isso, têm valores diferenciados. Não se trata da compra de um espaço, mas sim do endosso de toda uma estrutura ao produto. Se trata de personagens consumindo na tela produtos da vida real, repassando assim os hábitos de consumo para os próprios telespectadores.

Voltando então ao topo do artigo, deixo aqui a discussão sobre o fim do formato 30”. Como mídia não acredito que ele irá morrer, assim como o jornal não morreu com o rádio e a TV não morreu com a internet. Acredito sim que há outras excelentes formas de se comunicar, porém meu grande questionamento é: o cliente está pronto para isso? Para reconhecer as outras formas e, principalmente, pagar por elas? Na minha opinião estamos muito mais longes dessa constatação do que da morte do formato em si.

Motoqueira

Como muitos já sabem, já tem quase 1 ano que eu sou uma motoqueira. Dona de uma biz lindinha, eu solucionei todos os meus problemas de transporte. A "Yellow Pit" é minha companheira de todas as horas e me livrou do meu maior terror diário: o 507 (o pior ônibus que existe na face da terra).

Bom, ontem eu estava pesquisando algumas dicas de como aliar cabelo e capacete e encontrei um blog que gostei bastante. É o blog da Sic, uma motoqueira que deixa várias dicas, além de contar o quanto é difícil o dia a dia de uma mulher que resolve pilotar uma moto.

Então, gostaria de compartilhar essa descoberta aqui no blog. A quem tiver interesse em aprender um pouco é só acessar http://amotociclista.blogspot.com/

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quiche Lorraine - a receita da semana

Estou me esforçando horrores para conseguir manter a promessa de fazer uma receita do meu novo livro por semana. Por enquanto estou tirando nota 10.

Bom, a receita dessa semana (feita no domingo passado) foi quiche lorraine. Eu já conhecia essa torta e sempre a achei maravilhosa, então acreditei que valia tentar. O resultado???? Bem, foi kilômetros de distância do que eu esperava.

Primeiramente, achei a receita um pouco cara. Ela leva um tal de queijo gruyère que custa o olho da cara. Coisa de R$ 60,00 o kilo. Pelo menos é pouco, então com uns R$ 15,00 deu para rolar. Depois, achei o processo todo um pouco chato. A massa ficou extremamente engordurada e o recheio, por levar muito ovos, ficou com textura de ovo cozido.

O resultado final não me agradou nem um pouco. O Gil comeu bem e a minha mãe terminou com o quiche que sobrou. Segundo ela estava uma delícia... gosto é coisa que não se entende.

De qualquer forma, vou deixar abaixo a receita original e a receita com as minhas sugestões (que estão em negrito). Não rolou uma foto, pois o prato não ficou nem um pouco bonito e apetitiso.

QUICHE LORRAINE
Massa:
200g de farinha de trigo - 1/2 colher (sopa) de maizena para deixar a massa mais seca
4 colheres (sopa) de manteiga - 3 colheres (sopa) de manteiga
1 ovo
1 colher (sopa) de água
pitada de sal

Recheio:1 e 1/2 xícara (chá) de creme de leite - 2 xícaras de creme de leite3 ovos graúdos - 2 ovos, sendo a clara batida em neve e depois acrecida da gema
60g de bacon - pelo menos 100g para dar gosto
100g de queijo gruyère - pelo menos 200g para dar gosto
sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Modo de preparo
1) Prepare a massa colocando a farinha de trigo em um mármore (coloquei em uma vasilha mesmo para não fazer tanta bagunça). Bata levemente o ovo com a água e o sal e adicione à farinha. Ligue massa. Deixe descansar por 20 minutos. Abra a massa com um rolo de macarrão e forre o fundo e as laterais de uma assadeira com aro removível de aproximadamente 22 cm de diãmetro por 2 cm de altura.

2) Pique grosseiramente o bacon e leve a uma frigideira para dourar. Retire e coloque em papel absorvente. Bata a clara em neve, acrescente as gemas e depois o creme de leite. Tempere com sal, pimenta e noz moscada.

3) Coloque um pouco da mistura na travessa, mesclando com o bacon e o queijo ralado grosso. Cubra com o restante do creme e leve ao forno para assar. Asse em forno médio por cerca de 30 minutos ou até o recheio firmar e a torta estar levemente dourado. Deixe esfriar um pouco antes de cortar.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O conceito de "no sense"

Se você ainda não sabe ao certo qual é o conceito de "no sense" é só assistir o vídeo abaixo. Se mesmo assim não entender, pode desistir.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E, de repente, o envelhecimento

É impressionante como algumas coisas acontecem na nossa vida e parecem nos envelhecer anos e anos. Algumas vezes esse envelhecimento é físico, em outras ele é mental e em poucas ele se reflete em amadurecimento.

Nesse mês eu passei por dois desses. O primeiro deles foi o que me marcou mentalmente. Pela terceira vez em minha vida serei titia. Nenhuma novidade nisso, afinal já tenho o Arthur e o Alexandre, filhos de minha querida amiga Carlinha. A grande nova dessa vez é que meu novo sobrinho é o filho da Gy com o Ricardo - grandes amigos que eu e o Gil conseguimos "juntar" em uma força tarefa de cupido.

Esse acontecimento me fez perceber a minha idade. A Gy, assim como eu, tem 26 anos e está prestes a se tornar mamãe. Não que haja algum problema nisso, mas o simples fato de alguém que tem a mesma idade que eu estar assumindo tamanha responsabilidade me faz perceber que eu também tenho idade para tal... é um tanto quanto assustador.

Outro dia desses me peguei impressionada porque a irmã de uma amiga estava noiva aos 23 anos. Achei um tanto quanto precipitado... segundos depois me lembrei que com essa idade eu já estava casada e minha mãe já me tinha. Acontece assim... a gente nem percebe e vai ficando mais velha.

O segundo acontecimento me deixou mais madura. Infrentei esse ano a pior crise profissional que eu já pude imaginar até o momento. O grande problema é que a crise era interna, mesmo tenho influências externas, mas o foco principal era EU. A forma como EU me sentia, a forma como EU reagia, a forma como EU lidava. Enfim, era um egocentrismo do caramba que estava me empurrando para um fundo sem fim.

E no meio desse turbilhão todo encontrei dois apoios muito importantes na minha vida. O primeiro deles foi meu chefe, o qual considero como um grande amigo (puxa saquismo a parte, pois sei que ele lê o blog). Esse cara, que muitas vezes me faz sentir a pior das profissionais, é ao mesmo tempo meu maior incentivador e a quem devo muito do que sei hoje. E, através dele, pude conhecer uma excelente orientadora. Juntos conseguimos tirar esse EU de mim mesma e revelar alguém que eu nunca imaginei ser.

Esse foi um momento marcante para mim. Cruzei uma barreira com a qual vinha lutando muito tempo e deixei o papel de vítima da minha própria carreira para me tornar a domadora dela. É estranho, mas a minha visão simplesmente mudou. É como usar óculos pela primeira vez quando se descobre a miopia: tudo fica claro e você não entende como pode supor durante tanto tempo que aquela visão turva era o certo.

É assim... ou a gente envelhece ou amadurece. Nessas horas eu prefiro acreditar que a vida é como os vinhos... fica melhor a cada ano que passa. Tento transformar todas as passagens em amadurecimento, mas confesso que é difícil quando se usa a palavra "tia"... rsrsrsr

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O meu novo presente



Ontem ganhei um super presente do maridão. Trata-se da edição revisada do guia de culinária "Dona Benta". Nem é preciso dizer que estou completamente apaixonada pelo livro. Fanática com cozinha que sou, já devo ter lido umas 40 páginas só ontem. A edição tem de tudo - de receitas a como preparar uma mesa.

Inspirada no filme Julie & Julia, onde uma atendente de telemarketing decide traçar um objetivo para sua vida e escolhe cozinhar todas as receitas de um antigo guia de culinária francesa, eu vou me comprometer a fazer uma receita do meu livro por semana.

É claro que eu não vou fazer todas elas, até porque eu e o Gil somos muito chatos com comida, mas me comprometo a fazer todas que nós comemos. Será um desafio e tanto, levando-se em consideração minha mega preguiça de todos os finais de semana.

Nesse momento estou dando uma folheada para tentar decidir qual será a receita da semana... assim que descobrir eu conto.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Péssimo atendimento? Não obrigada....

Eu não sei ao certo o que acontece, mas o péssimo atendimento tende a me seguir no Espírito Santo, seja lá onde for. Eu já devo ter contado umas três ou quatro histórias aqui no blog, mas confesso que essa vez superou todas as outras.

Como muitos sabem, eu sou míope daquelas que não enxerga um palmo na frente do nariz e nesse final de ano precisei rever as minhas lentes. Não gostou muito de gastar dinheiro com óculos, então fui à busca daquela pechincha básica no centro de Vila Velha.

Depois de bater canela por umas duas horas, achei um excelente preço nas ÓTICAS DINIZ. Se fosse uma ótica pequena eu teria desconfiado do valor, mas como estamos falando de uma rede nacional, que investe milhões em propaganda, achei que estivesse fazendo um bom negócio... só achei.

Foram seis dias de espera para ter os meus óculos escuros de volta. Nesse meio tempo eu quase enlouqueci andando nesse sol de 40 graus à sombra (fotofobia total). Finalmente, na data de buscar o meu queridinho tenho uma deliciosa surpresa: a armação estava completamente estragada.

Pois é... entreguei um óculos praticamente novo e em excelente estado e eles me devolveram uma armação completamente fosca, como se tivesse 100 anos de uso. Além disso, as lentes estavam horríveis e mal colocadas.

Tentei ser uma consumidora paciente e dei à ótica o tempo necessário para ela tentar solucionar o problema. Primeiramente me prometeram cuidar do caso e me ligar em dois dias. Vocês me ligaram? Pois é, nem eles. Sendo assim, tive que apelar para a baixaria – afinal o povo só atende cliente que dá barraco.

Cansei de discutir com vendedora que não ajudaria em nada. Busquei logo falar com a central da ótica e, por incrível que possa parecer, fui muito bem atendida lá. Fui simpática, mas muito enfática em meu objetivo. Queria os meus óculos corretos ou outro produto perfeito no lugar.

Depois de uns 10 minutos de conversa e várias ligações trocadas consegui o que queria. A ótica acabou me ressarcindo com uma armação nova. Fui no dia seguinte escolher e até me impressionei com o atendimento tão diferenciado. Colocaram a minha disposição várias armações de valores variados. Acabei ficando com uma que nem era tão cara (mais ou menos no valor da minha anterior), mas que gostei bastante.

No fim, calculo que fui à ótica umas oito vezes em duas semanas. Gastei pelo menos 30 minutos de telefone tentando resolver os problemas e perdi uma armação de óculos que eu tinha verdadeira paixão. Risquei mais uma marca da minha lista e não pretendo voltar lá por muito tempo.

Como publicitária fico louca com esse tipo de situação. No centro de Vila Velha deve haver cerca de 20 óticas – uma ao lado da outra. O mais difícil a loja conseguiu: chamar a atenção do cliente e vender. Eles conquistaram mais um cliente... ele só precisava ser bem atendido. Em compensação, o produto volta com defeito e o cliente é feito de palhaço.

As marcas não entendem que um cliente insatisfeito gera mais propaganda negativa do que um cliente satisfeito pode gerar de positivo. Contei pelo menos 30 contatos diretos meus que já anotaram o nome da loja e que não vão lá de jeito nenhum.

Resolver o problema depois de chatear o cliente não tem o mesmo valor. O cliente quer solução imediata, ou melhor, ele quer atenção imediata. Trocaram os meus óculos e me pediram mil desculpas, mas a única coisa que vou lembrar dessa história toda foi ter sido compreendida como uma mentirosa, como uma aproveitadora que “dá show” para sair ganhando.

Não tenho certeza de muita coisa, mas posso garantir que mentirosa eu não sou...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mais é menos

A famosa frase "mais é menos" também pode ser muito bem empregada na publicidade. Assisti nessa semana uma propaganda do Banco de Árvore e confesso que demorei muito a entender o que o VT queria passar.

Primeiramente, o material é grande demais. Tem muitos detalhes e uma linguagem lenta - o que torna o VT ainda mais cansativo. Em segundo lugar fala-se muito, mas diz pouco. A gente fica basicamente o VT inteiro na dúvida de onde aquela falação toda vai chegar e a marca do cliente só aparece mesmo no final.

Essa somatória de demasias não podia resultar em outra coisa: catástrofe! Caso o espectador tenha a paciência de assistir o VT inteiro ele vai ficar com cara de interrogação no final - do tipo "por que demorou tanto para dizer que era só isso?". Na pior das hipóteses ele desiste logo no início e troca de canal (o que eu faria se não fosse uma publicitária que ficou intrigada com a má qualidade do produto).

Deixo abaixo o vídeo para quem tiver interesse de perder um minuto e dez segundos do seu tempo para avaliar a qualidade desse texto publicitário.


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