segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A solidariedade

Depois de mais de dez dias sendo noticiado em cada programa da TV brasileira, falar do que está acontecendo no Rio de Janeiro é muito complicado. É quase impossível abordar um prisma que ainda não tenha sido mostrado. De qualquer forma, quero falar um pouco sobre isso aqui no blog.

Assistindo hoje a mais uma das inúmeras matérias vi um tipo de solidariedade que nunca imaginei possível. Em certo momento da reportagem o jornalista virou a câmera para um grupo muito incomum: os trilheiros. Sim, aqueles caras que fazem trilhas com motos.

A primeira vista não consegui entender nada. Não se tratava do quadro "Esporte Solidário"... era no Mais Você. E então a matéria foi se desenvolvendo e percebi que os trilheiros alí eram voluntários. Seu trabalho era levar alimentos para as comunidades que estavam completamente isoladas e que não tinham como ser alcançadas por caminhões ou carro.

Essa atitude me tocou muito, pois percebi que no trabalho voluntário toda e qualquer especialidade é importante e significativa. Eu nunca imaginaria um trilheiro trabalhando dessa forma e no entanto lá estavam eles. Fiquei emocionada com a disponibilidade daqueles homens e como eles se esforçavam para salvar vidas.

Antes disso eu já estava pensando como a minha especialidade poderia ser utilizada numa situação dessas. Como publicitária eu também teria desenvolvido voluntariamente um sistema de fotos das pessoas em abrigos para que os parentes distantes pudessem reconhecer que aquelas pessoas estavam vivas. Criaria um blog especial sobre esse assunto para diminuir a aflição daqueles que não estavam conseguindo notícias. Sei que a internet lá está precária, mas as redes de comunicação têm acesso a essas tecnologias e poderiam ajudar.

Um desastre como esses tem muito a nos ensinar como pessoas. No meu caso ensinou que de uma forma ou outra, todo tipo de ajuda é relevante e necessária.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Maravilhosa

Estava fazendo a limpa no computador hoje e encontrei uma das propagandas que acho mais pefeita. Bato muitas palmas para o diretor de arte e para o produtor dessa maravilha. Quisera nós, publicitários, que nossa profissão fosse feita apenas de obras de arte como essa.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dizendo adeus....

Bom, terminei hoje de assistir Gilmore Girls. Depois de 7 temporadas, cada uma com 22capítulos, chegou a hora de dizer adeus.

É um momento esquisito para mim, pois venho acompanhando o seriado há algum tempo, então é como se despidir de um velho amigo que está se mudando para outra cidade. Senti a mesma coisa quando terminei a saga Harry Potter... é simplesmente um vazio - ridículo, afinal estamos falando de coisas que não existem, mas mesmo assim é um vazio.

Quanto a série, em muitos momentos eu gostaria que ela tivesse mesmo chegado ao fim. Já estava um pouco cansada da infantilidade da Lorelay, dos textos muito rápidos e dos longos períodos em que nada acontecia no seriado. Além disso, sou completamente viciada em seriados, portanto perdia quase todo o meu tempo livre assistindo aos episódios.

Entretanto, aprendi muito com a vida dessas duas doidas por completo. Passei a valorizar ainda mais a amizade que tenho com a minha mãe e tenho procurado me arriscar um pouco mais para conseguir o que quero. Também fiquei um pouco mais viciada em café - o que não foi tão bom assim

Em relação ao capítulo final, não tenho como descrever algo melhor. Li alguns posts dizendo que o fim não fazia sentido, mas não é verdade. A despedida foi genuína e marcada pelo fim do enredo principal - o relacionamento diário entre mãe e filha, já que agora a Rory vai partir para uma nova jornada

É assim, com um mixto de alegria e tristeza, que me dispeço dessas duas adoradas personagens e de sua cidadezinha simplesmente divina onde eu adoraria morar. Para alimentar meu vício fico agora no aguardo do recomeço da temporada do Grey's Anatomy.... sábado tem capítulo

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tudo novo... de novo

"Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender..."

E, com essa musiquinha que toca desde que eu era um bebê, começo mais um ano. Esse período é ideal para fazemos aquela contabilidade de final de ano. É hora de rever tudo o que fizemos no ano passado, olhar para os nossos antigos objetivos e definir o que conseguimos ou não. Também é tempo de novas resoluções, de pensar no que faremos com os próximos 365 dias que o novo ano nos promete.

Sendo assim, resolvi fazer o meu balanço aqui no blog. Busquei nas postagens antigas e achei as minhas resoluções para 2010. No início do ano passado, eu listei os objetivos abaixo e cumpri quase todos:

Em 2010 eu vou:
* tirar férias (depois de 4 anos) - consegui tirar três férias para ser sincera... não dá para dizer que não descansei nesse ano.
* comprar uma moto - em maio eu consegui realizar esse grande sonho e confesso que foi o melhor presente que eu já me dei na vida... não sei o que seria de mim sem minha motinho.
* viajar para buenos aires - foi uma das melhores coisas que fiz na vida. A sensação de estar fora do nosso país é incrível e quero repetir essa experiência muitas vezes
* reformar a casa - também conseguimos fazer, apesar de eu não ter gostado muito do resultado. De qualquer forma, o objetivo foi conquistado
* emagrecer 6 quilos - apesar de singelo, esse foi o maior dos desafios e, infelizmente, não consegui concretizar

Com base nas peripércias de 2010, vou tentar listar as resoluções desse novo ano. Infelizmente, minha cabeça está meio confusa para 2011 e não sei o que esperar desse novo momento, mas mesmo assim tentarei cobrir o básico.

Em 2011 eu vou:
* emagrecer 6 quilos
* fazer uma viagem nacional (Florianópolis ou Bahia)
* trocar de carro
* iniciar um curso de dança
* colocar lentes de contato - deixando assim os óculos que uso há 15 anos

São objetivos bem mais modestos que no ano passado, porém envolvem muito mais investimentos, portanto vou arregassar as mangas e começar logo a trabalhar por eles. Hoje mesmo já iniciei o dia com uma série de exercícios - e olha que eu estou de férias!!!


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A solidão

Eu nunca fui uma pessoa que gosta de ficar sozinha. Mais do que todas as outras pessoas que conheço, eu abomino momentos de solidão e detesto me sentir perdida e sem ter com quem conversar, mesmo estando entre mil pessoas.

Porém, desde que me casei, essa fobia tem se alterado um pouco. Tenho passado alguns momentos sozinha em casa e, por incrível que isso possa parecer, estou curtindo esses momentos. Confesso que encontro uma certa estranheza nesse sentimento... é algo que nunca experimentei antes.

São nesses raros momentos que me encontro comigo mesma e, exatamente por não estar falando com ninguém, consigo sentir uma certa paz, afinal não estou expressando tudo aquilo que me preocupa. Diferente de outras pessoas - mais uma vez - eu não consigo guardar meus sentimentos, então sempre que tenho a oportunidade eu falo, falo e falo mais um pouco, o que acaba sendo desgastante para todos, inclusive para mim que revivo tudo o que estou dizendo.

É por isso que começo a enxergar a solidão como uma aliada, uma amiga onde encontro, por incrível que possa parecer, segurança. Continuo detestando estar sozinha, principalmente no meio de várias pessoas. Então, me pergunto, como posso estar me sentindo bem com a solidão?

Hoje eu encontrei a resposta. Fico bem com essa solidão porque ela é um encontro comigo mesma. Ou seja, no fim não estou tão sozinha assim.

sábado, 27 de novembro de 2010

"Happily Ever After"

A primeira vez que reconheci a expressão "Happily Ever After", ou simplesmente "Felizes para Sempre", foi em um dos meus desenhos da Disney. Direcionado principalmente para as princesas dos contos de fadas, esse destino encantado era o final perfeito para qualquer história.

Porém, ultimamente até os contos de fadas estão se alterando, se ajustando aos novos conceitos de sociedade, família e, principalmente, com o que representa o "Happily Ever After" para as mulheres modernas. Tá achando que é papo feminista ou que eu estou exagerando, né? OK, eu me explico em exemplos.


Primeiro, a Disney lançou "Encantada". Tirando sarro dos próprios contos de fadas, o filme conta a história de uma princesa dos desenhos animados que é expulsa para o mundo humano. A modernidade começa por ai, onde saímos do imaginário para entrar na realidade - a princesa inclusive surge do esgoto de Nova York.

Seu grande sonho é se casar com o Príncipe Encantado, que diga-se de passagem ela conheceu há apenas um dia. Encorajada pelo mocinho do filme, ela começa a entender de liberdade feminina e que, apesar de ser necessário, um homem não deve ser o único motivo da vida e felicidade de uma mulher. No fim ela termina com o mocinho, porém toda convencida de que essa é uma escolha - e não aquela obrigatoriedade sem fim que as princesas tinham de viverem "Felizes para Sempre".


Seguindo, como segundo exemplo apresento o novo lançamento da Disney. Apesar de ainda não ter assistido o filme, o trailler já contribui bastante para a minha teoria. Em uma releitura da famosa Rapunzel, temos nesse enredo um "príncipe" ladrão e uma princesa que, apesar de ter ficado presa em uma torre toda a sua vida, é mega espertinha e, ao encontrar o cara, te dá uma incrível surra com seu cabelo enorme, mostrando que seu grande sonho e ambição não é apenas ficar sentada esperando o príncipe encantado a tirar de lá.



E em terceiro lugar, ficando por último propositalmente, deixo a vocês a história de "A Princesa e o Sapo". O grande retorno dos estúdios Disney a animação convencional trouxe uma história que em nada se compara aos contos de fadas, apesar do nome. Com o cenário de Nova Orleans (que nada tem a ver com as terras encantadas), o filme conta a história de uma humilde moça que tem como sonho ser dona do seu próprio restaurante.
O famoso refão "foi você, somente você, a mesma visão, aquela do sonho que eu sonhei" está fora de cogitação para essa "princesa". Ela trabalha dia e noite para sustentar a casa e vê sua vida mudar quando beija um sapo que se diz príncipe. Mais uma vez tirando sarro de todas as convenções dos contos de fada, a humilde moça é transformada em uma sapinha - irritante inclusive.

Ao chegarmos ao "Felizes para Sempre" dessa história, encontramos mocinha e mocinho transformados em humanos novamente e gerenciando, juntos, o grande restaurante que ela conseguiu comprar e contruir. A música tema fala de sucesso profissional e superação pessoal para alcançar objetivos.

Como eu disse, atualmente até o "Happily Ever After" é moderno...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sem assunto

Bom, como ultimamente eu estou sem assunto nenhum, passei apenas para dar um OI e dizer que ainda estou por aqui.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Redimindo os erros

Essa semana fiquei ao mesmo tempo muito triste e muito feliz. Como já havia postado aqui no blog, tive um problemão com a loja da Contem 1g do Shopping Vitória.

Na segunda feira mesmo eu mandei um e-mail para eles questionando a questão do custo do curso. Como ninguém havia me dado um retorno, encaminhei meus lamentos também para a marca. O pessoal foi super solícito e me respondeu prontamente, porém me informou que de fato o curso era cobrado e que, nesse caso, foi um erro de comunicação da loja e não uma ação de "John no arms".

Enfim, na quarta feira a gerente da loja entrou em contato comigo. Pediu mil desculpas pelo erro de comunicação. Conversamos bastante e conseguimos reverter a situação. Ela foi extremamente simpática, muito prestativa e atenciosa. Sinceramente, fiquei muito feliz pelo retorno tão positivo. Ao final da ligação ela nos pediu para passar na loja e retirar um brinde (que era um batom maravilhoso).

Como consumidora fiquei muito contente pelo posicionamento da loja. Com uma ligação ela ganhou duas clientes de volta, independente do brinde. É assim que todos os profissionais que estão no comércio deveriam agir. Parabéns a Contem 1g pela atitude.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Curso de maquiagem - decepção

Ontem fiz um curso de maquiagem na Contem 1g. Bom, tudo começou quando fomos na loja há uns dois meses atrás e fomos convidadas a participar do curso. A vendedora apresentou essa possibilidade (que eu inclusive já tinha lido em algum lugar a respeito) e nos inscrevemos na hora.

Semana passada fomos chamadas e lá fomos nós ontem mega empolgadas. Eu e a May, que adoramos maquiagem - dentro das nossas possibilidades financeiras, estávamos muito animadas para o curso. Escolhemos o fascículo de noite, com aquela maquiagem bem carregada.

Fomos mega bem recebidas e a atendente foi uma gracinha. Ensinou uns truques ótimos e estávamos às maravilhas ao final da aula. É claro que os valores da Contem 1g são bem salgados para nós, então eu levei apenas um batom (LINDO) e a May comprou um demaquilante.

Até ai estava tudo ótimo. Tinhamos tirado várias fotos para postar aqui no blog, mas ao chegar no caixa todo o nosso otimismo e felicidade foram varridos. Junto com a notinha do produto recebemos a notinha do curso.

Fiquei muito pasma deles estarem cobrando. Em momento algum tínhamos sido informada dessa cobrança, tanto na inscrição quanto na hora que chegamos lá. Ficamos tão passadas que acabamos nem reclamando - até porque a loja estava cheia. Depois que cheguei em casa é que a minha ficha caiu.

Para mim a loja agiu de má fé, oferecendo um produto sem dizer o preço. Nós não perguntamos, mas ninguém informou também. Até mandei um e-mail para eles, mas até agora ninguém deu nenhuma atenção.

Me impressiona o quanto as marcas não se preocupam com a propaganda negativa que esse tipo de ação pode causar. Além de ter perdido duas clientes a loja ainda será mal indicada a todas as pessoas que nós conhecemos. Vou divulgar que fiquei revoltada e que uma loja dessas, na minha opinião, não merece ter clientes.

Infelizmente uma super ação de relacionamento, que poderia render muitos frutos, vendas e novos clientes, se transformou em um desastre. Se eu quisesse pagar por uma maquiagem eu iria a um profissional e em uma ocasião muito mais propícia do que simplesmente trabalhar o resto da tarde.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Chegamos lá




Hoje é um dia que todas nós, mulheres, devemos comemorar. O Brasil elegeu sua primeira PRESIDENTA. Seremos, pela primeira vez, governados por uma mulher.

Não venho nesse post fazer nenhuma aclamação pela escolha da Dilma. Entre mulheres eu preferia muito mais a Marina, mas mesmo assim é algo que temos que festejar. Tal eleição mostra que o Brasil reconhece a força feminina e não há discriminação contra o nosso "sexo frágil".

Tal vitória demonstra que as mulheres passaram com louvor no teste da masculinidade e mostraram que podem fazer de saia o que qualquer homem faz. Não sou nenhuma feminista, muito pelo contrário, mas orgulho de morar em um país que reconhece a minha força e julga que uma semelhante a mim pode governar.

Esse post está como pizza: muito vasto e pouco profundo, mas meu objetivo aqui não era filosofar sobre o assunto, mas sim dizer que como mulher me sinto lisonjeada e gostaria de deixar público os meus parabéns aos brasileiros que agiram de forma tão imparcial nessa campanha quando o assunto foi o sexo do candidato.
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