Dizem que política e religião são dois assuntos que não se
discute. Eu incluiria nesse hall de “tabus” o assunto carro. Ai você se
pergunta: mas por que carro, Gaby? Esse é um dos assuntos preferidos do
brasileiro e os homens adoram falar a respeito. Como assim ele não deve ser
discutido?
Não digo simplesmente falar de carro, mas sim sobre a
escolha deles. Já pararam para perceber como a escolha de um carro é pessoal? É
mais ou menos como escolher um político ou uma religião: são critérios que
mudam de pessoa para pessoa e, consequentemente, vai ter um monte de gente que
não vai concordar com a sua escolha.
Comecei a perceber isso quando fomos trocar de carro pela
primeira vez. Naquela época a família do meu marido só tinha tido Volkswagen a
vida toda. Para eles era a melhor marca e não havia possibilidade de troca, por
mais que outros automóveis fossem bons. Meu sogro ainda vivia o terror do “Fiat
147” e, por isso, abominava essa marca.
Entretanto, o melhor carro avaliando custo e benefício que
encontramos foi um Pálio. A guerra com o preconceito lá em casa foi sinistra,
entretanto o bolso saiu ganhando. Passamos 4 anos com esse automóvel e em nada
podemos reclamar. Ele nos atendeu muito bem, gastando pouco em manutenção e
rendendo muito em gasolina. Na venda ele continuou na família e tem demonstrado
o mesmo desempenho até hoje.
Foi nesse momento que começou a busca pelo novo automóvel e
ai entrou novamente o meu questionamento sobre gostos muito pessoais sobre
carros. Eu disse que queria manter minha parceria com a Fiat. Tinha alguns
modelos em mente, até mesmo de outras montadoras, mas minha paixão estava com o
Punto.
A maior parte dos meus amigos não concordou comigo. Tenho
uma amiga em especial que disse que nunca compraria um Fiat. Para ela carro e
Chevrolet e pronto. Já outros defendiam categoricamente a Volks e não encontrei
uma única opinião que fosse unânime entre todos os consultados. Confesso que
não vi nenhuma defesa a favor da Ford – e isso foi o máximo de concordância que
encontrei.
Depois de muito pesquisar, fazer um test drive aqui e outro
lá, pendemos mesmo foi para o Pálio. Dessa vez ficamos com o modelo novo que
tem sido um achado em nossas vidas. Além de lindo, o carro é muito econômico e
divino de se dirigir. É bem equipado e o motor responde à altura quando
solicitado. O carro é zero KM, então ainda não posso falar sobre manutenção.
E é aqui, na conclusão, que volto ao tema principal do post.
Não dá para se discutir sobre carros, pois eles são únicos – apesar de
produzidos em série. Cada um dá a sorte ou azar ao comprar um veículo e são as
nossas experiências com ele que vão determinar o amor ou ódio à marca.
Concluo isso com base no vídeo abaixo - que acabei de
assistir no site do “
Slogans Sinceros”. Alguém muito revoltado com a Fiat
resumiu sua experiência em uma propaganda muito bem bolada sobre a dificuldade
da manutenção do seu carro. Entretanto, eu sou obrigada a não concordar, pois a
minha história com os meus carros da Fiat é completamente diferente.
Portanto, apenas resumindo, política, religião e carro não
se discute.